Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 30/11/2018
Apesar da grande quantidade de informação transmitida pelas escolas, campanhas de prevenção e em projetos do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), que auxiliam adolescentes sobre formas de prevenção para com a gravidez e o adquirimento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), ainda há ocorrência de muitos casos de meninas, menores de 18 anos, grávidas. Mas, a pergunta é: se há tantas maneiras de se informar sobre o assunto, por que ainda tem tantas adolescentes gravidas? A diferença entre classes sociais gera esse problema. Apesar de tantas instituições fornecerem projetos de conscientização gratuitos, muitas meninas deixam de participar dos mesmos, por não saberem que eles existem, ja que em muitos lugares, esses assuntos são tabus entre as famílias.
Como se sabe, existem inúmeros projetos que auxiliam na prevenção da gravidez e conscientizam em como se prevenir contra as DSTs, inclusive nas escolas, apesar de não serem todas que implantam esse tipo de aulas em suas classes. Isso ocorre pois muitos pais ficam irritados, porque não entendem que esse tipo de informação é necessária e acham que o filho ou filha se sentirá induzido a realizar o ato sexual se tiver informações sobre o assunto. Projetos de caráter social também são disponibilizados gratuitamente em outras instituições, apesar de essas ações não repercutirem entre todas as famílias, sendo elas desconhecidas em sua maioria.
Não é nada novo o fato de que no Brasil há uma renda per capita muito mal distribuida, sendo a maior parte da população de renda média baixa. Esse fator influência muito em relação a gravidez na adolescência. Em muitas famílias, os pais não receberam informações sobre prevenção e, se eles próprios nao tem tal conhecimento, como ensinarão seus filhos? Também tem o fato de muitas famílias considerarem esse assunto um tabu, não querendo que seus filhos aprendam sobre, principalmente as meninas.
Muitas adolescentes morrem por ano, devido a uma gravidez prematura não planejada ou por doenças como a sífilis. A melhor maneira de evitar esse problema, seria haver uma lei, imposta pelo governo brasileiro, que induzisse a obrigatoriedade de participar de pelo menos um projeto de prevenção, preferencialmente, que ocorra no ambiente escolar, de maneira que os índices de mortalidade diminuam e hajam melhores condições de vida.