Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/02/2019

Pode se afirmar que, em razão do maior acesso da população brasileira a internet, consegue-se maior difusão de conhecimentos acerca de métodos contraceptivos, porém a vida sexual fica cada vez mais presente e precoce com tantas informações. Com isso, retira-se o tema cada vez mais de discussões presencias, sendo censurado em alguns casos por famílias ou escolas. Cria-se, assim, uma carência por parte dos adolescentes, que colocam em risco sua educação e saúde e dos seus filhos.   Inquestionavelmente, a gravidez na adolescência é uma das principais causas da evasão escolar. Esse contexto, se deve em maior parte por dificuldades em não poderem mais contar com o apoio de suas famílias durante a gestação, precisando, assim, entrar no mercado de trabalho e acabando não sobrando tempo para atividades curriculares. Em virtude de uma sociedade ainda com raízes machistas, as adolescentes, para piorar, acabam sendo responsáveis por todo cuidado do filho após o nascimento, tornando-se encarregadas por cuidá-lo, não conseguindo tempo para trabalhar e estudar, contando com um pequeno auxílio do pai da criança.   Ademais, a gestação, o parto e pós parto, em adolescentes, se torna uma questão de saúde pública, visto que, há mais riscos para a gestante e o bebê. Complicações como parto pré maturo, desnutrição e má formação são alguns dos problemas que surgem em maior frequência. Porém, isso vai além, problemas psicológicos como depressão e rejeição ao bebê, se tornam cada vez mais presentes na vida destas mães. Isso se explica por terem de sair de todo seu contexto antigo, não podendo mais contar com o apoio familiar, de seus amigos e não se sentirem preparadas tão novas.   Paulo Freire dizia que apenas a educação transforma nossa realidade. Partindo disso, precisamos melhorar a discussão sobre a gravidez precoce dentro das escolas, importante meio de difusão de conhecimento, através de rodas de conversas inclusivas, para que, os adolescentes consigam entender as consequências e e se tornem conscientes das suas escolhas, diminuindo, assim, o número de casos de gravidez em adolescentes.