Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/02/2019

Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, prevê à saúde como um direito inalienável à vida. No entanto, ao observar o índice crescente de adolescentes grávidas e os riscos iminentes aos quais estão inseridas, verifica-se um conceito constatado somente na teoria, e não desejavelmente na prática. Logo, medidas são necessárias para minimizar a problemática, motivada muitas vezes por um descaso governamental, atrelado a falta de informação eficiente a este segmento populacional em questão.

Aristóteles, em seu livro “Ética a Nicômaco”, diz que a política serve para garantir a felicidade dos homens em uma sociedade. Entretanto, ao analisar o Brasil, hodiernamente, é notória uma discrepância no que tange ao pensamento filosófico, escrito no século IV a. C. e a realidade atual. Visto que o sistema governamental, na inexistência de projetos e políticas públicas que façam jus à saúde como um direito do cidadão, não tem trazido felicidade a muitas pessoas.

Outrossim, a falta de informação especializada e especificada deve ser considerada um problema a ser combatido no Brasil, uma vez que o não conhecimento é responsável por grande parte dos casos de gestações não planejadas. A título de exemplo, nas escolas, muito se tem falado sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST’s, mas pouco sobre a prevenção de gravidez.

Portanto, fica evidente, que medidas devem ser tomadas para que o índice de gravidez na adolescência decresça. Cabe ao Governo, em parceria com os Ministérios da Saúde (MS) e da Educação (MEC), desenvolver projetos educacionais de conscientização sexual, tendo como base a importância do uso de contraceptivos, por meio de debates e rodas de conversas, nas escolas públicas e privadas do país, como forma de garantir uma amenização do atual cenário e fazendo com que aconteça na prática, o que um dia promulgou a Declaração, tendo à saúde como um direito intrínseco à vida do cidadão.