Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 23/02/2019
Na mitologia grega, Sísifo, foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todavia, toda vez que Sísifo atingia o topo do monte era vencido pelo cansaço e a pedra voltava a base. Hodiernamente, a realidade não se difere da mitologia, o Brasil tem tentado vencer o desafio da gravidez na adolescência, porém, é vencido pelos diversos elementos que dificultam a conquista. Destarte, deve- se analisar os fatores sociais e culturais que impedem que o problema seja resolvido.
Inicialmente, pode se entender o fator social familiar como uma das principais causas da gravidez precoce. De acordo com o sociólogo parnasianista Talcott Parson, a família é uma máquina de personalidades, porém, é notório que a mesma não tem cumprido seu papel social da maneira correta. Meninos e meninas são incentivados pela sociedade e população em geral a iniciar a vida sexual desde a pré-adolescência, e sem a orientação adequada, principalmente dos pais para os filhos, e ensino dos métodos contraceptivos,além de informar a seriedade do casamento e relações sexuais precoce, o imbróglio permanecerá.
Além disso compreende se também o aspecto cultural, como outro motivador da gestação antecipada. Desde a antiguidade, os homens são incentivados a se relacionar com muitas mulheres, quanto mais companheiras, mais poder social. Entretanto, atualmente isso é extremamente prejudicial, principalmente nas favelas e comunidades, onde a vida sexual começa cedo e consequentemente incidência de meninas grávidas é grande, e com essa cultura a quantidade de adolescentes gestantes é ainda maior.
Urge, portanto, serem tomadas iniciativas no âmbito educacional para resolução do problema. É considerado plausível que o Ministério da Educação em parceria com agentes de saúde, organizarem palestras dissertando sobre ‘a seriedade da prática sexual precoce e a importância dos métodos contraceptivos para que não haja gravidez indesejada’, para serem ministradas principalmente em escolas públicas e privadas das comunidades, assistidas por pais e alunos. E assim diferente de Sísifo o Brasil conseguirá vencer o desafio de Zeus.