Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/02/2019
De acordo com o sociólogo Émille Durkhein, o indivíduo é produto daquilo que a sociedade impõe, desta forma o fato social tende a estabelecer regras para viver em sociedade. Historicamente às meninas adolescentes eram submetidas ao casamento antes dos 18, serem mães antes de tornarem-se adultas. Na sociedade atual esse papel feminino ainda persiste, principalmente, devido à parte conservadora da sociedade se recusar a falar sobre educação sexual dentro das escolas, além, da omissão de políticas públicas.
Ao longo da formação do território brasileiro o patriarcalismo e o conservadorismo sempre esteve presente, como por exemplo, na ideia de que a educação sexual dentro das escolas, colabora para que o adolescente se torne sexualmente ativo. Logo, o adolescente cresce sem saber como se prevenir durante a relação sexual, visto que, muitos pais não sabem como falar com seus filhos sobre o assunto. Diante disto, o número de adolescentes grávidas no Brasil tem crescido, segundo o Datasus 1 em cada 5 partos é de uma jovem adolescente.
Outrossim, é válido salientar que a gravidez na adolescência pode trazer prejuízos irreparáveis ao adolescente, muitas tem de deixar a escola sem nem ter entrado no ensino médio. Também é importante mencionar que a gravidez enquanto jovem, pode trazer problemas e risco ao feto e própria mãe. Posto isso, devemos concluir que os órgãos públicos não tem contribuído para que essa faixa etária receba a atenção e a informação necessária.
Em decorrência disso, urge ao Estado a tarefa de reverter esse quadro através de politicas publicas eficazes. Cabe ao Ministério da Educação o papel de impor nos currículos educacionais o estudo sexual, afim de informar aos jovens. Faz-se necessário que o Ministério da Saúde através de campanhas publicitárias e mutirões informar a sociedade a necessidade de debater sobre sexualidade, visando através disso, diminuir os casos de gravidez durante a adolescencia.