Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/03/2019
O documentário brasileiro de 2006 “Meninas” retrata histórias de adolescentes que engravidaram precocemente. Fora das telas, a realidade brasileira é bastante semelhante, pois, a gravidez na adolescência é um problema cada vez mais frequente no país. Assim, fatores como a inoperância estatal e a negligência familiar agravam essa situação.
Em sua teoria sore temas tabus, o filósofo Michel Foucault afirma que a sociedade atual tende a tornar tabu assuntos que geram desconforto. Desse modo, o sexo, por muitas vezes gerar incômodo, é pouco discutido - principalmente nas famílias, o que pode trazer consequências como a gravidez precoce. Logo, a falta de diálogo familiar provoca um déficit na orientação de diversos jovens, que realizam relações sexuais sem proteção, consequentemente engravidando ou até mesmo adquirindo doenças.
Além disso, o Estado é ineficaz em relação a esse fator, visto que há a ausência de uma educação sexual adequada para esses jovens. Com efeito, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 68 bebês nascem de mães adolescentes a cada mil meninas - pois são pouco instruídas e auxiliadas pelo governo. Ademais, à medida que esse número aumenta, tem-se o agravamento da saúde das adolescentes - meninas como as apresentadas no documentário, pois além dos obstáculos no desenvolvimento psicossociais há grande risco de morte.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação atrelado ao Ministério da Saúde promover campanhas de orientação sobre educação sexual aos alunos adolescentes e aos pais, por meio de oficinas nas escolas e comunidades - visto que ofertem tanto palestras de profissionais especializados, quanto a disponibilidade mais fácil de preservativos e anticoncepcionais, para que casos como os das meninas retratadas pelo documentário deixem de acontecer.