Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/03/2019

Gravidez na adolescência

Segundo, o relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) 12% dos adolescentes entre 15 e 19 anos tem pelo menos um filho, esse dado reflete fatores culturais, sociais e econômicos de uma sociedade desigual, logo é de grande importância minimizar os ciclos de pobreza e abandono escolar, bem como incluir os meninos nas abordagens sobre prevenção da gravidez precoce.

Vale ressaltar, que apesar da taxa de gravidez entre adolescentes ter diminuído no Brasil, ainda são altos os índices nesse aspecto e tem relação com a falta de informações, principalmente no meio familiar, pois o sexo ainda é um tabu a ser vencido. Além disso, a gravidez precoce é motivo de abandono escolar, contribuindo para baixa escolaridade. Sendo assim, 18% das adolescentes abandonam os estudos por esse motivo, segundo o Ministério da educação e Cultura (MEC).

Decerto, que o perfil de uma sociedade machista e patriarcal, influencia na conduta dos meninos em não assumirem a responsabilidade paterna, bem como a prevenção. Logo, esse comportamento contribui para a exclusão da gestante, tanto no âmbito psicossocial, como econômico. Dessa forma, esse tipo de situação repercute no crescimento social e econômico do país, gerando um déficit de 100 bilhões por ano, já que uma nação com alto índice educativo diminui os gastos com saúde, segurança e ainda aumenta a força de trabalho, conforme informações da Galeria de Estudos e Avaliação de Iniciativas Públicas (GESTA).

Portanto, para diminuir os riscos de uma gravidez na adolescência, é importante que o governo concomitantemente com o MEC , promova projetos pedagógicos para educação sexual dos jovens, por meio de aulas temáticas, envolvendo músicas e jogos, podendo incluir a criação de um aplicativo para monitorar o ciclo menstrual, com fito de facilitar o uso da pílula anticoncepcional e o acompanhamento do período fértil pelas jovens. Igualmente, promover a elaboração de um programa flexível de aulas, com intuito de evitar a evasão escolar. Além disso, a Secretária Municipal de Saúde pode ampliar projetos de assistência social e apoio psicológico para as mães.