Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 23/03/2019
Nas décadas passadas, a gravidez precoce era extremamente comum e, muitas jovens, casavam-se e tinham filhos sem nenhuma maturidade. Seguindo tal linha de raciocínio, a situação atual do Brasil não se encontra diferente, uma vez que o índice de adolescentes grávidas é expressivo. Nesse sentido, pode-se dizer que não só o tabu enraizado dentro das famílias como também o descuidado dos jovens são fatores que contribuem para a perpetuação desse quadro. Dessa forma, torna-se necessário a tomada de novas medidas para que se resolva a questão. A priori, é fundamental abordar que nos lares familiares os pais ou responsáveis, muitas vezes, não dialogam com seus filhos sobre assuntos relacionados à sexualidade e a preservação dos mesmos. Nesse sentido, os jovens acabam crescendo sem nenhum direcionamento e,assim, tornam-se vulneráveis a qualquer tipo de doença e a gravidez precoce. Tal fato pode ser comprovado de acordo com a Organização Mundial da Saúde, na qual afirma que a cada mil meninas entre 15 a 19 anos, 68 bebês nascem. Dessa forma, é de suma importância que, de primeiro, momento, os pais sejam comunicativos e compreensivos para abordarem de forma mais sensata sobre a gravidez. A posteriori, é importante destacar que os jovens na sociedade atual negam, em alguns casos, o uso de preservativos, pois alegam não sentir prazer. No entanto, esse fato aumenta substancialmente a probabilidade da gravidez e, consequentemente, as adolescentes nessa fase da vida, são afetadas emocionalmente, pois muitas não conseguem lidar com a responsabilidade e com o possível abandono das atividades cotidianas, por exemplo o estudo. Tal fato pode ser fundamentado de acordo com um documentário chamado de Menores Grávidas, disponível no YouTube, no qual aborda sobre a realidade de meninas que engravidam na juventude.
Torna-se necessário, portanto, que o Governo Federal em parceria com as Instituições de Ensino realizem palestras, ministradas por ginecologistas e agentes de saúde e, também, promovam trabalhos, envolvendo a família, acerca da educação sexual, com o objetivo de alertar aos jovens sobre os malefícios da gravidez precoce e dos métodos contraceptivos a fim de garantir a conscientização dos mesmos.