Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/05/2020

O filme Meninas acompanha a vida de quatro jovens que engravidaram na adolescência, e dessa maneira, mostra todas as dificuldades de uma gravidez “precoce”. Conquanto, este não é um tema apenas de filme, sendo que é a realidade de muitas jovens brasileiras. Nesta perspectiva, deve-se avaliar os principais fatores que favorecem esse quadro.

De acordo com o G1, em uma pesquisa feita com os 30 países de maior taxa tributária do mundo, o Brasil é o país com menos índice de retorno de bem-estar à sociedade. Sob essa ótica, nota-se que o Brasil não investe como poderia em seus serviços básicos, como a saúde, expondo sua população a um sistema precário e incapaz de atender todas as necessidades sociais. E dessa forma, faz com que meninas de baixa renda social e dependentes do sistema de saúde público não recebam tratamentos ginecológicos didáticos adequados.

Ademais, pode-se ressaltar a desigualdade social como um alavancador do problema, uma vez que a parcela mais podre da população não possui acesso a métodos contraceptivos e materiais informativos sobre saúde feminina de qualidade. E como resultado, essas meninas não entendam seu ciclo menstrual, o funcionamento do seu corpo e, tão pouco, as consequências fisiológicas de uma gravidez na adolescência.

Interfere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver essa grave problemática. Assim, o Ministério da Saúde poderia promover uma melhor assistência ginecológica à adolescentes de baixa renda, através de um programa social. Para que assim, essa parcela da população tenha acesso à informação e atendimento de qualidade. Consoante Abraham Lincoln, político norte-americano, “a democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo”.