Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/03/2019

No Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a taxa de adolescentes grávidas entre 15 e 19 anos teve diminuição nos últimos anos, mas ainda se encontra acima de outros países como Chile e Argentina, com 68,4 nascimentos entre os anos de 2010 à 2015. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática virou uma epidemia no país. O que tem provocado a isso? Quais as consequências enfrentadas por essas adolescentes?

Por volta dos anos 80, as mulheres se casavam e tinham filhos muito novas, começando uma vida adulta ainda na adolescência, isso devido a tamanha exigência que seus próprios pais tinham sobre si, e até mesmo pela falta de informações. Ao comparar esse fato com a gravidez na adolescência nos dias atuais, percebe-se que para a maioria das mulheres facilitou muito, uma vez que há informações de como se prevenir e cuidar do seu próprio corpo circulando a todo momento, seja na televisão, internet, escolas - onde muitas das vezes causa conflitos entre os pais dos alunos - centro de saúde, entre outros. Além disso, muitos dos pais, querem as que suas filhas estudem, faça universidade, que trabalhe, e somente após isso pensar em construir uma família. Mas quando a adolescente começa a se relacionar com um certo homem, esse, muita das vezes mudam seus pensamentos, levando-a para um caminho diferente daquele que seus pais queriam, e ela, por amor ou até mesmo carência, aceita qualquer proposta vinda do mesmo, como exemplo, passando a acreditar de que não é possível engravidar apenas em alguns atos sexuais sem fazer o uso de preservativos. Como diria Sigmund Freud: ‘‘De erro em erro, vai se descobrindo toda a verdade’’.

Ademais, as consequências disso estão em grande quantidade. A fertilidade na adolescência não vem ocasionando apenas problemas psicossociais, mas também um grande risco de morte materna, riscos na saúde durante a gravidez, parto e pós-parto. Além de essas jovens terem corrido o risco de serem contaminadas pela sífilis, HIV ou HPV ao não fazer o uso de preservativos durante a relação, caso seu parceiro tenha  alguma dessas doenças. Contudo, seus filhos estão sujeitos a terem uma saúde mais frágil e maior chance de terem uma vida precária, pois na maioria das vezes esses pais não tem uma vida estrutural muito boa. E quando sua classe social é mais abonada dão preferência ao aborto.

Portanto, para prevenir a gravidez na adolescência é de imensa importância que escolas e centros de saúde, através de panfletos, divulgações em redes sociais, palestras e debates, busquem conscientizar não somente os adolescentes, mas também os pais dos mesmos de que é importante falar a respeito do ato sexual e suas consequências. Ainda se faz necessário que o governo crie leis proibindo o casamento infantil e uniões precoces antes dos 18 anos, com a intenção de minimizar essa epidemia.