Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/04/2019

Ainda que no século XXI, a sociedade brasileira segue sendo repleta de tabus. Um assunto tão natural como sexo não é devidamente debatido nas escola e tão pouco no âmbito familiar, onde melhor deveria ser falado, e dessa maneira quem sofre as consequências são jovens que majoritariamente pela falta de informação acabam tendo de amadurecer antes do previsto devido à uma gravidez na adolescência, ou até mesmo na infância.

Normalmente, as informações referentes aos riscos de um bebê e/ou de uma DST (doença sexualmente transmissível) deveriam vir de conversas iniciadas pelos responsáveis do jovem, entretanto, como dito anteriormente, os tabus presentes impedem que tal comunicação ocorra. Sendo assim, os pais acabam passando este dever para os professores que por sua vez fazem o mesmo, logo um ciclo constante se cria e, novamente, quem sofre é o jovem.

Mesmo com a escassez de informação proferida, hoje, a gravidez precoce já é mais discutida do que antigamente, mesmo que continue sendo em baixa frequência e qualidade. Agora existem mais meios de mostrar as consequências do sexo sem proteção, e o meio cinematográfico evidencia isso nos filmes ‘‘Juno’’ e ‘‘simplesmente acontece’’ mostrando as dificuldades de uma gestação em seres tão novos e inexperientes.

Tendo em vista que a gravidez antes da maturidade se dá principalmente pela falta de informação, o Ministério da Educação deveria mudar a grade de assuntos que se debatem em sala acrescentando os riscos de um ato sexual desprotegido, com o auxílio de profissionais preparados para lidar com jovens. Ademais, palestras podem ser organizadas em espaços públicos para que assim, os pais que têm dificuldades em conversar sobre o tema com seus filhos, possam juntos a eles comparecer e usar o momento como estopim para o diálogo. Dessa maneira, os jovens brasileiros aprenderão a não se auto-prejudicar, pois nada custa mais caro do que a ausência de informação.