Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/04/2019

Na sociedade brasileira, uma das problemáticas do âmbito social são os altos índices de maternidade precoce. Segundo o Ministério de Saúde, de cada 10 nascimentos 2 são de jovens até 18 anos, o que traz sérias consequências, principalmente, ao futuro das mães, as quais, além de sofrerem preconceito, precisam dar prioridade à gravidez, deixando à mercê estudos, vida social e até cuidados consigo. Esse contexto atesta a negligência estamental e social no que tange à educação sexual de jovens, fomentando, assim, maior ímpeto dessas entidades, a fim de modificar tal cenário.

Em verdade, o Governo falha no que concerne à aplicação das devidas políticas públicas educacionais, pois, além de esse tema ser, ainda, um tabu para a sociedade, são tratadas como responsabilidade exclusiva da família, deixando uma lacuna na formação instrucional jovial. Tal embróglio é refletido nos números crescentes  de abandono escolar, frequentemente, por mulheres, empecilhos para retornar aos estudos e se inserir no mercado de trabalho, preconceito, mais fortemente, com as mães, que, em muitos casos, são solteiras, e até problemas psicólogicos devido à falta de conhecimento e o parco apoio dos familares.

Ainda nessa linha de raciocínio, releva-se que a sociedade brasileira é marcada pelo conservadorismo, o qual vai de encontro com diálogos importantes acerca da necessidade de proteção nas relações sexuais, que, ocorrem cada vez mais cedo, bem como dos problemas que uma maternidade e/ou paternidade precoce podem causar. Nesse viés, é essencial ressaltar que essas conversas são válidas, também, para homens, visto que a gravidez é uma corresponsabilidade, devendo ser de consciência do casal, a fim de ter menos riscos de acontecimentos não planejados.

Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação otimizar a disponibilidade de verbas públicas para instituições formadoras de opinião, tornando viável a realização de palestras e seminários, com apoio de, por exemplo, médicos obstetras, voltados à educação sexual de jovens, os quais, tenham como cerne disseminar informações, sanar dúvidas, mostrar formas de prevenção e expor as consequências de uma gravidez precoce. Além disso, o MEC deve, com auxílio das redes sociais, intensificar publicações com viés de alerta à seriedade dessa questão e de informação preventiva. Isso contribuirá para a formação pedagógica desses jovens, evitando a recorrência de tal problema. Ademais, as famílias, como partícipes do processo cidadão, podem reforçar o papel dessas instituições,ao manter conversas mais abertas com seus entes, pois, assim, estarão mais propícios a ter uma relação de confiança, podendo melhor orientá-los acerca de questões sexuais. Esse auxílio às escolas fomentará indíviduos mais cautelosos e conscientes, diminuindo os casos de gravidez precoce no Brasil.