Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/04/2019

Apesar da evolução social e dos avanços dos métodos contraceptivos, ainda é comum e crescente o número de adolescentes grávidas no Brasil, onde a maioria dos casos encontram-se nas regiões periféricas.

A gravidez na adolescência tornou-se uma epidemia entre as jovens entre 12 e 19 anos, hoje 18% dos casos de gravidez são de mulheres adolescentes. Entre os fatores que mais influenciam a gravidez precoce, encontra-se a falta de informação e de comunicação familiar a respeito da sexualidade. Essa falta de comunicação trás casos frequentes de jovens mães sem estrutura psicológica e financeira, tendo que muitas vezes recorrer aos pais para ajudar na criação de seus filhos.

Deve-se abordar ainda a questão social e cultural onde as adolescentes são forçadas a interromperem seus sonhos e objetivos para a criação de uma criança em que na maioria dos casos assumem essa responsabilidade sozinhas com a ajuda dos pais. Além disso, são vistas sem o mínimo respeito, com olhares de opressão e repressão perante a uma sociedade historicamente machista que ridiculariza o uso dos preservativos.

Torna-se evidente uma falha comunicativa entre os familiares sobre a questão da sexualidade e um preconceito sobre o uso de preservativos no ato sexual. Portanto, cabe a família a orientação e a conscientização a respeito da educação sexual. Desse modo cabe ao individuo uma autoavaliação a fim de buscar melhoras e mudanças de comportamento para amenizar o crescente índice de jovens grávidas no país.