Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/04/2019
No convívio social brasileiro, observa-se os inúmeros efeitos da gravidez precoce, uma vez que, na adolescência, as meninas estão no estágio de desenvolvimento dos hormônios responsáveis pela regulação dos processos reprodutivos e, devido a isso, abandonam seus estudos para garantir a segurança de sua gestação. Assim, é explícita a necessidade de uma pactuação de esforços eficazes entre os setores sociais e políticos com o propósito de que efetivar medidas que visem à segurança das garotas e conscientize sobre os desafios de uma possível gravidez.
De fato, no Brasil, inúmeras meninas são desafiadas a vivenciar o processo de gestação na fase da adolescência. É evidente que a gravidez precoce é uma questão social e de saúde que exige uma atenção especial, visto que nessa idade há o desenvolvimento dos hormônios femininos, como a progesterona e o estrógeno, que preparam o corpo para receber e amadurecer o embrião. Essa circunstância complexa envolve a possibilidade de a gestante enfrentar inúmeras complicações em sua gestação, como o temido deslocamento da placenta. Com isso, é notória a necessidade de uma atuação mais efetiva da sociedade civil, por meio de ações sociais, para que jovens sejam conscientizados sobre os desafios enfrentados e a importância do uso de métodos contraceptivos, como a camisinha e os anticoncepcionais.
Ademais, outro fator de grande relevância acerca de tal perspectiva é o fato de interferir na capacidade de a mulher ingressar no mercado de trabalho e impossibilitá-la de alcançar independência financeira, uma vez que, diversas vezes, abandonam seus estudos. Nessa perspetiva, a Inglaterra se mostra na frente do Brasil, já que realiza a propagação de manchetes apelativas, como “Estado-babá gera alvoroço com a declaração de guerra do Partido Trabalhista ao sexo entre jovens”. Essas manchetes visam a alertar a população sobre a relação da gestação e o mercado de trabalho, que limitam as possibilidades futuras dessas meninas sem qualificações e especializações.
Portanto, a fim de evitar a maternidade precoce, urge à União, com auxílio das redes de comunicações, por meio da distribuição gratuita de contraceptivos em postos de saúde, disseminar e alertar efetivamente a sociedade, por intermédio de campanhas, sobre a importância de seu uso para que uma a gravidez indesejada não ocorra. Ainda, cabe ao Poder Público garantir os direitos das mulheres após a maternidade, por meio da realização de alternativas que promovam a inserção delas no mercado de trabalho.