Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/04/2019
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 7% das gestantes brasileira apresentam idade inferior a 19 ano, evidenciando que a gravidez precoce é uma realidade no Brasil. Isso acarreta, sobretudo, gestação de risco e problemas no âmbito social da adolescente. Logo, são necessárias ações visando ao enfrentamento dessa situação.
Em primeira análise, a gravidez precoce pode acarretar riscos de saúde para a mãe e filho. Nesse contexto, segundo a organização de defesa dos direitos da infância “Save the Children”, a gravidez é a principal causa de morte entre adolescentes no mundo. Além disso, o risco torna-se ainda maior entre jovens de classe econômica baixa, visto que não possuem renda para acompanhamento médico e que as políticas públicas de saúde não são bem efetivadas no país, fazendo com que muitas optem pelo aborto, feito de forma ilegal, em espaços não adequados, trazendo riscos de infecções e até mesmo de óbito. Sob essa óptica, evidencia-se a necessidade de efetivação e aprimoramento de políticas públicas de saúde.
Em segunda análise, a gravidez pode acarretar inúmeros problemas sociais para as jovens. Nessa perspectiva, essa realidade torna mais difícil a reintegração da mãe à escola e ao mercado de trabalho, conforme pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), gerando sérios problemas, como depressão. Outrossim, também pode acarretar a desestruturação familiar, pois alguns pais não aceitam que os filhos possuam vida sexual, consequentemente, ocorre a retenção de informações que deveriam ser compartilhadas com os jovens, tornando, assim, filhos e pais despreparados para essa situação. Dessa forma, é necessário apoio e interação educacional familiar para que os adolescentes fiquem preparados.
Infere-se, portanto, a necessidade de ações para atenuar casos de gravidez na adolescência. Nesse prisma, o Ministério da Educação(MEC), juntamento com o Ministério da Saúde (MS), deve promover palestras, ministradas por médicos e sexólogos, para os estudantes e suas famílias, sobre a importância da prevenção e utilização dos métodos contraceptivos, incluindo a distribuição deles, com o fito de mostrar todas informações necessárias sobre a responsabilidade sexual. Além disso, o MS deve efetivar as políticas públicas de apoio às adolescentes grávidas. Dessa forma, a gravidez na adolescência pode ser atenuada.