Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/04/2019
O livro “Clara dos Anjos” de Lima Barreto, ficou marcado pelo viés de retratar a gravidez na adolescência, no qual seu personagem principal Clara, é abandonada ainda grávida pelo seu companheiro Cassi. De modo semelhante a obra o Brasil enfrenta dificuldades em combater o alto índice de gravidez na adolescência. Nesse sentido, faz-se urgente alteração desse cenário, em que a omissão das escolas e a ausência de debates no núcleo familiar são fatores preponderantes para essa questão.
Primeiramente, vale destacar as consequências da ausência das instituições de ensino no corpo social. De acordo com a “Teoria da Tabula Rasa”, de Jonh Locke, retrata que os indivíduos são preenchidos por experiências positivas e negativas que afetam todo seu desenvolvimento. A partir dessa visão, decorrente da omissão das escolas sobre a gravidez na puberdade, inúmeros adolescentes acabam iniciando relações sexuais ainda precoces, e sem as informações sobre risco e perigos dessa imaturidade, no qual a inércia desses colégios corrobora para a proliferação de gestações na juventude. Como consequência dessa inexistência das instituições de ensino, esses indivíduos caminham sozinhos em um assunto obscuro a muitos deles. Ocasionando assim, o desencadeamento de problemas psicológicos, e doenças sexualmente transmissíveis, afetando diretamente seu desenvolvimento.
Além disso, a ausência de debates no núcleo familiar contribui para essa problemática. De acordo com o jornal O Globo, em 2018 foi registrado cerca 200.000 casos de gravidez na juventude, em que, por muitas dez vezes, esses jovens tentam se comunicar com a família para ajuda, mas a temática ainda é vista como “tabu” por inúmeros pais. Tendo com consequência dessa pouquidade, de atenção familiar, corrobora para que esses jovens recorram a meios como a internet em busca de informações. Retratando assim, um darwinismo social, no qual esses indivíduos são invisíveis aos olhos do meio e da família.
Nesse sentido, portanto, faz-se necessária a adoção de medidas a fim de minimizar esse problema. O Ministério da Educação, em promover em toda rede de ensino palestras ministradas por sexólogos, com a presença da família, para instruí-los. Outra articulação possível seria, o Ministério da Saúde, programar campanhas mensais sobre a prevenção de gravidez na adolescência. Para que assim, a visão da obra “Clara dos Anjos” seja desconstruída.