Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/04/2019

Educação. Essa é o melhor caminho para lidar com a realidade da gravidez na adolescência em destaque no Brasil. É certo que os índices de gravidez precoce vêm crescendo substancialmente no País, refletindo na abordagem da problemática em telenovelas e na criação de projetos específicos, a realidade é espelho de uma falha no acompanhamento do desenvolvimento dos adolescentes, principalmente com jovens de baixa renda. Logo, é latente a necessidade de atenção e planejamento, tanto para amenizar as consequências como para evitar tais situações.

Nesse contexto, o primeiro capítulo da novela Malhação- Viva a diferença, traz uma cena em que a protagonista adolescente dá à luz luz no metrô de São Paulo. A cena, faz refletir sobre a realidade nacional, em que os índices de gravidez na adolescência são maiores que a média da América Latina. Sobre o assunto, Esteban Carvalho, diretor regional do Fundo de População das Nações Unidas- UNFPA, afirma que muitas dessas gestações não são uma escolha deliberada, mas consequência, por exemplo, de um relacionamento abusivo. Dessa maneira, salienta a importância da educação sexual, não só para prevenção das gestações imaturas, mas também para combater os abusos.

Enquanto isso, um projeto de educação sexual baseado no planejamento de vida, conseguiu reduzir, no período de 1 ano, em 80% o índice de gravidez na adolescência, em 14 municípios do Vale do Ribeira, uma das regiões mais carentes de São Paulo e com as taxas mais altas de maternidades prematuras. Batizada de Vale Sonhar, a iniciativa trata diretamente de um dos agravantes das dos casos de gravidez precoce, a falta de expectativa em melhorar de vida. Dessa forma, exemplifica-se a eficácia de campanhas educacionais que além da instrução, devem também fazer com que os jovens tenham uma nova perspectiva do futuro e das possibilidades que têm para melhorar suas condições financeiras e sociais.

Por esse prisma, percebe-se a imprescindibilidade de projetos que tratem o tema da gravidez precoce com a importância necessária. O Ministério de Educação, em parceria com o Ministério de Saúde, deve promover iniciativas sociais de educação sexual e prevenção das gestações prematuras em comunidades marginalizadas, por meio de palestras instrutivas, com a finalidade de diminuir a incidência dos casos nessas áreas. Ademais, as escolas devem oferecer, com o auxílio de especialistas, ajuda para planejamento de futuro, por meio de oficinas e atividades extracurriculares, com intuito de levar os jovens a refletir sobre as consequências dos seus atos. Assim sendo, a realidade preocupante das gestações precoces, poderá ser superada, para a construção de uma sociedade mais harmônica, com menos índices de desigualdade social.