Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 09/04/2019

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 7% das gestantes brasileiras possuem idade inferior a 19 anos e não planejavam ter filhos naquele momento. Dessa forma, surge a problemática relacionada às consequências das gravidezes indesejadas na vida das mães e dos filhos. Nesse sentido, cabe analisar as causas desse impasse para, assim, amenizá-lo, sejam elas pela ausência de educação sexual ou desatenção com métodos contraceptivos.

Convém ressaltar, a princípio, que o descaso com o uso de métodos contraceptivos configura uma das causas dessa problemática. Apesar dos avanços ininterruptos da medicina e da eficácia dos anticoncepcionais, as gestações inesperadas, ocasionadas por descuido ou escasso conhecimento sobre a importância da utilização de preservativos, ainda são um empecilho na vida das adolescentes por diversos fatores. Diante disso, as consequências do desconhecimento desenvolvem, além de problemas socioeconômicos e de evasão escolar de muitos pais, o aumento do número de jovens portadores de doenças sexualmente transmissíveis.

Outrossim, a falta de orientação adequada corrobora para a persistência desse impasse. A partir disso, percebe-se que, seja na escola ou nos lares, foi criado um tabu acerca do assunto sexualidade, o que dificulta a conversação com os adolescentes. Dessa forma, com a ausência de uma educação sexual considerável parcela dos jovens não considera o uso de preservativos importante ou, ainda, não sabem como utilizá-los.

Diante dos fatos mencionados, portanto, faz-se necessário intervenções que visem à resolução desse impasse. O Governo Federal, na figura de Ministério da Saúde, a fim de reduzir o número de adolescentes grávidas, deve, por meio de campanhas e aumento da distribuição de preservativos nas unidades básicas de saúde, ressaltar a importância de utilizar métodos contraceptivos. Ademais, o Ministério da Educação pode, mediado por palestras e conversação com profissionais da saúde, alertar nas escolas sobre as consequências na saúde de mães e filhos quando aquelas tornam-se mães muito jovens, além de enfatizar os perigos das doenças sexualmente transmissíveis.