Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 09/04/2019
O livro “Clara dos Anjos” de Lima Barreto, ficou marcado pelo viés de retratar a gravidez na adolescência, no qual seu personagem principal Clara, é abandonada ainda grávida pelo seu companheiro Cassi. De modo semelhante á obra o Brasil enfrenta dificuldades em combater o alto índice de gravidez na adolescência. Nesse sentido, faz-se urgente alteração desse cenário, em que a omissão das escolas e a ausência de debates no núcleo familiar são fatores preponderantes para essa questão.
Em primeiro lugar, vale destacar as consequências da ausência das instituições de ensino no corpo social. De acordo com a “Teoria da Tabula Rasa”, de Jonh Locke, retrata que os indivíduos são preenchidos por experiências positivas e negativas que afetam todo seu desenvolvimento. A partir dessa visão, decorrente da omissão das escolas sobre a gravidez na puberdade, inúmeros adolescentes acabam iniciando relações sexuais ainda precoces, e sem as informações sobre riscos e perigos dessa imaturidade, no qual a inércia desses colégios corrobora para a proliferação de gestações na juventude. Como consequência dessa inexistência das instituições de ensino, esses indivíduos caminham sozinhos em um assunto obscuro a muitos deles. Ocasionando assim, o desencadeamento de problemas psicológicos, e doenças sexualmente transmissíveis, ao afetar diretamente seu desenvolvimento.
Além disso, a ausência de debates no núcleo familiar contribui para essa problemática. De acordo com o jornal O Globo, em 2018 foi registrado cerca 200.000 casos de gravidez na juventude, em que, muitas das vezes, esses jovens tentam se comunicar com a família para ajuda, mas a temática ainda é vista como “tabu” por inúmeros pais. Tendo com consequência dessa falta, de atenção familiar, corrobora para que esses jovens recorram a meios como a internet em busca de informações. Ao retratar assim, um darwinismo social, no qual esses indivíduos são invisíveis aos olhos do meio e da família.
Nesse sentido, portanto, faz-se necessária a adoção de medidas a fim de minimizar esse problema. O Ministério da Educação, promover em toda rede de ensino palestras mensais ministradas por sexólogos, com o objetivo de instruir os adolescentes e seu núcleo familiar. Outra articulação possível seria, o Ministério da Saúde, implementar campanhas semanais sobre a prevenção de gravidez na adolescência, com a distribuição de cartilhas alertando sobre os riscos. Para que assim, a visão da obra “Clara dos Anjos” seja desconstruída.