Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/04/2019

No livro “1984 “de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que um Estado totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de moldar a opinião pública a favor dos governantes. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Winston, um funcionário do contraditório Ministério da Verdade que diariamente analisa e altera notícias e conteúdos midiáticos para favorecer a imagem do Partido e formar a população através de tal ótica. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada por Orwell pode ser relacionada ao mundo cibernético no Brasil do século XXI: gradativamente, a fertilidade entre adolescentes corroboram para vulnerabilidade de relacionamento pela internet e construção de familiar desestruturada, preso em uma grande bolha sociocultural.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das novas tecnologias, adolescentes são cada vez mais expostas a uma gama redes sócias e conteúdos na internet, consequência a evidência de gravidez na adolescência. De acordo Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Assim, os jovens são inconscientemente analisados pelos sistemas e lhes é apresentado atrativo para o sexo ainda na adolescência sem preservativos por sites pornográficos.

Por conseguinte, presencia-se um forte poder de influência da internet no comportamento de adolescentes: ao observar somente o que lhe interessa, o indivíduo tende a continuar construindo famílias despreparadas e fecha os olhos para a diversidade de problema que uma gravidez quando ainda jovem pode causar. Partindo desse pressuposto, esse cenário colabora com termo ilusão da “contemporaneidade” defendido pelo George Orwell, já que os cidadãos brasileiros acreditam que estão construindo jovens preparados para o dia a dia, mas, na verdade apenas coloca o adolescente para terém famílias com baixo amadurecimento para cuidar dessas crianças que ainda vem.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem a gravidez na adolescência que advirtam os internautas do perigo do sexo na juventude, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de buscar informações de fontes variadas e manter em mente o filtro a que ele é submetido. Somente assim, será possível combater a passividade de muitos dos que utilizam a internet no país e, ademais, estourar a bolha que, da mesma forma que o Ministério da Verdade construiu em Winston de “1984”, as novas cultura estão construindo nos cidadãos brasileiros do século XXI.”