Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/04/2019

A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado de Democrático de Direito e tem como direito fundamental a dignidade humana. Entretanto, os casos frequentes de gravidez na adolescência impedem que da parcela experimente esse direito na prática. Diante dessa perspectiva deve-se avaliar como a sexualidade antecipada e a desinformação geram de efeitos negativos aos jovens.

Em primeiro plano, a necessidade de enfatizar a sexualidade antes da hora pode acarretar diversos prejuízos. Nesse sentido, pesquisas apontam que no Brasil, os jovens perdem a virgindade aos 13 anos, em média. A esse respeito, nem sempre os mais novos têm a maturidade e o preparo necessário para explorar a nova situação, o maior agravante é quando contam os pais que terão um filho, muitas vezes a reação se caracteriza em maus-tratos e situações de abandono, sendo que os próprios evitam conversarem sobre sexo. Todavia, enquanto a necessidade de se “adiantarem” e falta de participação familiar prevalecer, a gestação na adolescência ainda será mais difícil.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de informação sobre os contraceptivos demonstram o preconceito acerca dessa orientação. Nesse viés, Nelson Mandela ex-presidente sul-africano, defendia a educação como sendo um grande motor do desenvolvimento humano. Com isso, enquanto os adolescentes não obtiverem esclarecimento de como se prevenirem, além de gerar uma gravidez indesejada, podem acarretar problemas psicológicos e a exclusão social. Desse modo, não é razoável que essa opção insustentável permaneça a prejudicar milhares de vidas.

Torna-se evidente, portanto, que o problema da gravidez na adolescência seja mitigado. Em razão, a família deve sempre dialogar e acompanhar o desenvolvimento de seus filhos. Ademais, o Ministério da Educação, por meio de planos de aula que contemplem o conhecimento básico acerca de contraceptivos, devem orientar os adolescentes a fim de evitar a gravidez indesejada e seus efeitos danosos, desenvolvendo assim, cidadãos críticos e reflexivos. Dessa maneira, o povo brasileiro poderá combater a gestação em um momento errado.