Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/04/2019

Na mitologia grega, sísifo, foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todavia, toda vez que Sísifo atingia o topo do monte era atingido pelo cansaço e a pedra voltava a base. Fora da mitologia, a sociedade tem tentado superar os desafios da gravidez da adolescência, porém são vencidos pelo peso cultural e pela falta de auxilio do governo ,que a cada dia faz com que a pedra de Sísifo se torne mais pesada. Destarte, urge analisar fatores que impedem que o problema seja resolvido.

Em primeiro lugar é importante destacar que em função da possível descriminação efetuada pela comunidade ou grupo social inseridos, jovens tem iniciado uma vida sexual cada vez mais cedo e com a escassez de orientação que deveria ser dada pelas escolas e principalmente pelos família em que esse jovens estão insertados, o imbróglio perpetua-se-á. Consoante ao sociólogo Talcott Parson, a família é uma máquina que produz personalidades humanas, o que legitima a ideia de que os jovens são diretamente influenciados pela família. Tal fato vem parte das vezes como herança familiar, já que a maioria das adolescentes que engravidam precocemente também foram concebidas na adolescência de suas mães, e assim o problema vem se tornando ao passar do tempo um ciclo vicioso.

Além disso, compreende-se também o fator governamental como um empecilho para que o caso possa ser resolvido. É notável que o Brasil falha em desenvolver um modelo de educação que ensine muito mais do que só “matemática”, mas que também conscientize os alunos do que é bom e vantajoso para ser feito em sua juventude. De acordo com os pensamentos do filosofo e sociólogo  Paulo  Freire, a escola serve para dar entendimento aos alunos, de tal forma,  que eles mesmos possam ser seus próprios libertadores. Evidencia-se portanto, que as escolas, muito mais que ensinar matérias deve orientar seus alunos a que iniciem sua vida sexual mais tarde, para que assim possam aproveitar das oportunidades e alcançar um nível e situação de vida melhor.

é imprescindível, portanto, serem tomadas iniciativas no âmbito público para resolução do problema. é considerado plausível que o Ministério da Educação e Cultura, em parceria com agentes da saúde, organize palestras ministradas por médicos e enfermeiros, dissertando sobre ‘a seriedade da pratica sexual precoce e a importância do uso de contraceptivos’ para serem ministradas para pais e alunos, em escolas públicas e privadas, principalmente das comunidades onde a taxa de gravidez na adolescência é maior. E dessa forma, diferente de sísifo, o Brasil vencera o desafio de Zeus.