Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 23/04/2019

Gravidez precoce

Promulgada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, a gravidez precoce de adolescentes no Brasil impossibilita que essas meninas usufruam desse direito na prática, visto que gera uma série de riscos a elas e seus bebês. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, urge analisar a falta de diálogo e orientação pelos pais ou parentes próximos. Nesse contexto, observa-se que o esclarecimento sexual é considerado “tabu” para alguns pais. Porém, isso faz com que adolescentes comecem a serem ativos sexualmente sem saberem de coisas importantes, como se proteger ou previnir, e buscarem orientação com amigos ou via internet. De acordo com dados apresentados pela Organização Mundial da Saúde a taxa de nascimentos a cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos é de 68,4. Diante do exposto, confirma-se a importância de pais presentes e preocupados com a vida sexual de seus filhos.

Outrossim, faz-se mister salientar a importância da escola tratar do tema em sala de aula. Segundo o escritor Rubem Alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou condições de exclusão. Consoante a isso, as escolas precisam ter a gravidez na adolescência em debate em aula, de forma que esclareça os alunos e forneça meios para tirarem suas dúvidas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo deve implementar uma educação sexual nas escolas, em parceria com os pais. Além disso, orientar e esclarecer o assunto com os adolescentes, deixando claro as formas de prevenção e proteção contra a gravidez precoce e possíveis DST’s, com o fito de reverter o quadro e diminuir os índices elevados de gravidez na adolescência. Dessa forma o Brasil poderia superar o problema.