Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/04/2019

Ainda que no século XXI, a sociedade brasileira segue sendo dominada por tabus do passado. Um assunto tão natural quanto o sexo não é devidamente debatido nas escolas, e tão pouco no ambiente familiar. Infelizmente, quem sofre as consequências de tanta falta de instrução são jovens que, majoritariamente, devido tal falta de direcionamento acabam tendo de amadurecer muito antes do previsto graças a uma gravidez na adolescência, ou até mesmo, na infância.

Por vias de regras, as informações referentes aos riscos da desproteção no ato sexual deveriam vir de conversas com os responsáveis do indivíduo, porém, muitas das vezes, não acontece. Dito isso, tal discussão acaba por ser passada para os agentes escolares, que por sua vez, não possuem a devida instrução para direcionar nesse âmbito já que educação sexual não está incluída no currículo escolar. E nessa ideia de passar a responsabilidade para o outro, o adolescente fica propenso não só a gravidez, mas também às DST’s (doenças sexualmente transmissíveis).

Entretanto, mesmo com a escassez de informação proferida diretamente, há meios externos que familiarizam os jovens com os riscos. Como exemplo, há os folhetos distribuídos nas instituições hospitalares, e ademais, o meio cinematográfico evidencia tal situação nos filmes ‘‘Juno’’ e ‘‘Simplesmente Acontece’’ onde é ilustrado os obstáculos das meninas e dos meninos com a vinda de um bebê.

Tendo em vista que o desconhecimento é a principal causa da gestação antecipada, o Ministério da Educação deveria mudar a grade de assuntos que se debatem em salas de aula, acrescentando assim os riscos do coito desprotegido. Fazendo isso com a ajuda de profissionais qualificados no assunto, a falta de instrução dos responsáveis deixaria de ser um problema. No entanto, não quer dizer que o direcionamento familiar não seja importante, logo, palestras sobre o tema podem ser criadas para que assim, os progenitores que tem dificuldades em iniciar o debate sobre o assunto, possam fazer proveito daquele momento em especial. Dessa forma, os jovens brasileiros aprenderão a não se auto-prejudicar, pois nada custa mais caro do que a ausência de informação.