Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 26/04/2019

O filme “Preciosa” trata da história de uma jovem que engravida aos dezesseis anos de idade. Contudo, tal episódio efetua-se também na realidade do Brasil, uma vez que a cada um mil meninas de 15 a 19 anos, a taxa de nascimentos é de 68,4. Desse modo, é necessário analisar a falta de informação em consequência do bloqueio histórico cultural acerca do debate sobre sexualidade, tal como a vulnerabilidade de minorias em razão da desigualdade social.

Primordialmente, é indubitável que a ausência familiar para informar e orientar sobre contracepção e cuidados está entre as causas do problema. A escola, que também assume papel importante no que concerne a educação, esquiva-se diante do assunto receosa de que possa incentivar os jovens tornarem-se sexualmente ativos. Assim, a maior parte deles obtém conhecimento sobre sexo na prática, arriscando-se a DSTs e à gravidez precoce.

Segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. A razão fica evidente ao seguir essa linha pensamento, haja vista que a maioria das meninas que engravidam não frequentam a escola. Dessa maneira, é notória a fragilidade de certos grupos que são marginalizados pelo governo e pela elite, uma vez que as mulheres mais pobres encontram-se carentes de informação, tratamento e recursos para métodos contraceptivos.

De acordo com Émille Durkheim, pode-se comparar a sociedade a um corpo biológico, por ser composta por partes que interagem entre si. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde (MS) juntamente com o Ministério da educação (MEC) atuar no âmbito familiar, escolar e comunitário, realizando campanhas de prevenção da gravidez na adolescência, mostrando os perigos de uma vida sexual sem responsabilidade, e efetuando palestras focadas em métodos contraceptivos. Ademais, no caso de ainda ocorrentes, cabe ao governo qualificar o atendimento para essas jovens antes, durante, e depois do parto, visando diminuir as consequências que a gestação precoce oferta.