Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 06/05/2019

A filosofa Hannah Arendt afirmou que o mal é fortalecido por um sistema precário.Nesse contexto,o atual número de jovens meninas com a responsabilidade da gravidez precoce deixa bem clara essa afirmação.Afinal,o problema se desenvolve pelo sexo ainda ser um tabu para população e pela falta de informação de qualidade distribuída aos adolescentes.

Em primeiro plano,cabe ressaltar que,segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde

(OMS)a cada mil adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos,68,4 ficaram grávidas.Nesse sentido,observa-se que a dificuldade da sociedade em se discutir sobre relações sexuais com os jovens amplia o problema.No entanto,com o aumento da taxa de natalidade entre os adolescentes,nota-se uma superlotação,por exemplo,dos hospitais e postos de saúde onde são feitos os partos e os acompanhamentos pré-natal e pós nascimento.Outrossim,a evasão escolar,derivada da responsabilidade materna,afetam tanto a economia,com a diminuição da População Economicamente Ativa (PEA) como intensificam as diferenças de gênero,visto que a principal responsável pelo bebê é a mulher,que por sua vez abandona os estudos para trabalhar e cuidar do recém nascido.

Outro fator imprescindível é a pouca informação de qualidade  destinada aos jovens.Evidentemente,as poucas campanhas educativas e/ou informativas traz à tona todo o despreparo governamental para orientar a respeito dos métodos contraceptivos.Só para exemplificar,campanhas midiáticas sobre o uso de camisinhas são,em sua maioria,divulgadas em períodos carnavalescos limitando a informação sobre prevenção a uma determinada época do ano.Consequentemente,pouco se sabe que os postos de saúde disponibilizam camisinhas e anticoncepcionais de forma gratuita à população.Sendo assim,muitos adolescentes,devido a desinformações,ativam suas vidas sexuais de forma irresponsável e se tornam mães de maneira precoce.

Portanto,cabe as ONGs,juntamente com profissionais da área da saúde a criação de palestras de fácil acesso a população que visem desconstruir o tabu a respeito do sexo,para que assim os pais consigam falar sobre o assunto com os filhos.Além disso,é papel do Ministério da Saúde,por meio da mídia,devido seu alcance nacional,a criação de campanhas que almejem informar à população sobre os métodos contraceptivos e como consegui-los de forma gratuita,para que dessa forma a falta de informação não seja mais responsável pela gravidez precoce no Brasil e por consequência, o índice diminua.Só assim o Brasil terá um sistema fortalecido.