Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 07/05/2019

A adolescência é caracterizada por ser a fase da vida em que há o desenvolvimento das características sexuais secundárias do indivíduo, desse modo, a anatomia do corpo está preparado para reprodução, uma característica inerente aos seres vivos. À vista disso, na contemporaneidade, é notório que a gravidez na adolescência, ainda, é uma questão em evidência no Brasil. Esse cenário, por sua vez, demonstra que a maioria dessas gravidezes estão inseridas em um contexto no qual essa parcela da população está a margem do desenvolvimento econômico, além de ecoar os problemas de cunho social, que acarretam para esses adolescentes.

A priori, o Brasil possuiu uma colonização de exploração, caracterizada pela expropriação dos recursos naturais pela metrópole, conforme os princípios do mercantilismo, uma vertente do capitalismo. Consoante a isso, problemas econômicos estão relacionados com a construção do Brasil e, assim, na hodiernidade, é possível compreender, intuitivamente, como uma parcela, significativa, da população brasileira vive em situações de precariedades. Nessa perspectiva, que se insere a gravidez na adolescência na sociedade, haja vista que segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- revela que as gravidezes precoces ocorrem, sobretudo, entre jovens que estão em condição de debilidade econômica. Essa conjunção, por sua vez, evidencia que adolescentes que vivem a margem do desenvolvimento econômico representam os jovens que engravidam nessa faixa etária.

Outrossim, a OMS- organização Mundial de Saúde- classifica a gravidez na adolescência como um problema de saúde pública, devido, basicamente, aos problemas psico-sociais gerados. Nessa lógica, é possível inferir que a maternidade precoce contribui, como um fator preponderante, no impedimento da construção da vida acadêmica do jovem, principalmente das meninas, que ficam impossibilitadas de conciliar durante e depois da gestação os estudos, por exemplo. Dessarte, essa conjunção reverbera problemas de cunho social, que essa situação acarreta para esses adolescentes.

Logo, é necessário que as ONGs- organizações não governamentais- realizem palestras para o Poder Legislativo, sobre a relação da gravidez na adolescência e os problemas econômicos. Para tanto, é favorável convidar sociólogos para clarificarem essa questão, a fim de que leis sejam elaboradas com intuito de melhorar a vida econômica dessas pessoas e, assim, os índices de gestação precoce sejam atenuados. Ademais, é importante que as instituições educacionais realizem para os seus alunos atividades lúdicas, que elucidem sobre as obrigações oriundas de uma gravidez precoce, com intuito de que haja conscientização e, por fim, os problemas sociais decorrentes sejam mitigados. Dessa forma, garantir-se-á um combate eficiente na questão da gravidez na adolescência no Brasil.