Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/05/2019
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez na adolescência é considerada a que ocorre entre os 10 e 20 anos. Também aponta que cerca de 7% das gestantes brasileiras apresentam idade inferior a 19 anos. É indiscutível que a sociedade nacional deva buscar caminhos para diminuir o índice elevado de gestações precoce, visto que pode acarretar problemas sociais e biológicos. Nesse contexto convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Primordialmente, Émile Durkheim afirma que existe uma força em sociedade que gera um padrão exterior, no qual qualquer desvio de sua generalidade gera uma coercitividade, a gravidez pode se encaixar nesse conceito, pois o preconceito gerado é tão intenso que leva o jovem a cortar laços com a família e com isso causa impactos emocionais, o que leva até mesmo a depressão. Outro fator social a se destacar é a evasão escolar que segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), aproximadamente 18% das meninas entrevistadas indicaram a gravidez precoce como o motivo da saída. A problemática desse escape acadêmico leva a baixa qualificação da mão de obra e contribui para as desigualdades sociais, posto que as jovens não terão as mesmas oportunidades de estudo e trabalho.
Outros aspectos a serem abordados são os problemas biológicos que tal gestação pode causar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a gravidez na adolescência de alto risco, uma vez que o corpo da menina ainda não se formou por completo para manter uma gestação. Problemas como má formação fetal, anemia, aborto espontâneo, infecção urinaria podem ser citados como perigos nessa situação. Além disso, o aborto de um feto indesejada é a terceira causa indireta de morte entre garotas, devido ao mesmo ser feito de forma clandestina. A busca dos jovens por prazeres sem pensar nas consequências leva a terem relações sexuais inclusive sem o uso de preservativos, o que pode provocar, além da gestação, doenças sexualmente transmissíveis, ocasionando riscos não só à mãe como também ao bebê.
Para resolução dessa problemática o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por médicos sobre os riscos que a gravidez na adolescência pode causar tanto em âmbito social quanto biologicamente. Ademais, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas de conscientização sobre os métodos anticoncepcionais que são oferecidos nas redes públicas de saúde por meio da internet, ambiente de maior alcance dos jovens, para que todas as dúvidas sejam sanadas.