Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/05/2019

O filme “Juno” retrata a vida de uma jovem de 16 anos que enfrenta uma gravidez não planejada, após sua primeira relação sexual, e vivencia todos os medos e dúvidas advindos dessa situação. De forma análoga, isso reflete realidade de muitas jovens brasileiras, que em uma fase de descobertas e amadurecimento, confrontam a responsabilidade de gerar uma vida durante sua mocidade. Dessa maneira, evidencia-se a necessidade de abordar com mais ênfase esse tema nas escolas e da criação de  projetos para diminuir número de evasão escolar por causa de uma gestação não planejada.

Em primeiro lugar, as escolas possuem papeis importantes na formação de consciência dos jovens, sendo locais ideias para discutir sobre educação sexual. E, de acordo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2015, 27,5% dos alunos do Ensino Fundamental sexualmente ativos não utilizaram preservativo em sua última relação. Essas informações refletem a necessidade de abordar temas como gravidez na adolescência e infecções sexualmente transmissíveis nas instituições de ensino, para informar os educandos. Desse modo, as escolas mantêm a sua função de um ambiente democrático e transformador. Além de que, em muitas famílias não são abordados assuntos relacionados à sexualidade devido à tabus, o que contribui com a permanência da alienação dos adolescentes sobre algo de extrema importância.

Ademais, muitas jovens ao engravidarem abandonam os estudos, o que demonstra a falta de incentivo a elas para evitar a evasão escolar. Segundo dados da Fundação Abrinq, 30% das mães com até 19 anos não concluíram o Ensino Fundamental, outrossim as regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores taxas nessa faixa. Essas informações evidenciam a escassez de apoio por parte de instituições responsáveis por garantir o acesso a todos à educação, bem como a persistência da desigualdade social. Já que essas adolescentes terão mais dificuldades para conseguir um emprego, ocasionando percalços para a obtenção de bens de consumo essências para a sobrevivência.

Portanto, torna-se fundamental investir em projetos que diminuam as taxas de gravidez precoce. Logo, o Ministério da Educação e Cultura juntamente com as escolas, deve promover a disciplina de  educação sexual que aborde temas como a gestação na adolescência, de modo a destacar os seus risco à saúde das jovens e do bebê, além de  maneiras de prevenir. Com uma didática mais atual, por meio de debates e seminários, para que assim todos os alunos possam sanar as suas dúvidas. Como também, o MEC deve promover mais programas de assistência a jovens grávidas, como emprego de funcionárias especialidas para cuidar dos bebês enquanto as mães assistem as aulas.