Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/05/2019

Organizações não-governamentais e sociedades internacionais estabeleceram o dia 26 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na adolescência. Entretanto, o combate proposto está distante de ser realidade na sociedade brasileira, na medida em que a gestação precoce ainda representa uma problemática no Brasil. Com efeito, enquanto o sistema educacional se demonstrar ineficiente em instruir sobre sexualidade e saúde reprodutiva e o Ministério Público de Saúde for ineficaz em realizar campanhas preventivas, a gravidez na adolescência persistirá e comprometerá o desenvolvimento dos indivíduos envolvidos.

Em primeiro lugar,de acordo com pesquisa realizada pelo Sistema de informação Sobre Nascidos Vivos ( SInasc), a cada ano mais de 500 mil meninas entre 10 e 19 têm filhos no Brasil. Essa realidade caracteriza-se , principalmente , devido à carência de abordagem sobre educação nas instituições escolares, uma vez que a função social de informar, debater e alertar sobre a temática ainda é vista como um " tabu “, seja por concepções ideológicas ou padrões morais sociais. Dessa maneira, forma-se uma massa estudantil sem o conhecimento necessário sobre sexualidade e vulneráveis a adquirir uma gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis.

Além disso, segundo o Fundo de Populações das Nações Unidas, o Brasil tem o sétimo maior índice de gravidez na adolescência. Dessa forma, a crescente taxa de gestações precoces confirma que o Sistema Publico de Saúde é falho e inconsistente na promoção de políticas públicas preventivas. Como consequência, o adolescente que não contém informações concretas sobre sexualidade e métodos contraceptivos recorre a internet e corre o risco de obter falsos informes, o que prejudica o entendimento do indivíduo.

É necessário, portanto, que o jovem seja assegurando do recebimento de informações sobre gestação na adolescência e sexualidade. Para tanto, o Ministério público deve, por meio de parceria com profissionais de saúde, instituir nas instituições escolares a realização mensal de atividades que desenvolvam metodologias capazes de demonstrar e esclarecer a funcionalidade da educação sexual. Tal ação tem a função de promover o debate e o conhecimento dos jovens, desconstruindo paradigmais impostos e contribuindo para a formação de uma reflexão crítica. Paralelamente, o Ministério da sáude deve,através do direcionamento de verbas, efetivar a criação de campanhas preventivas. Desse modo, a população juvenil receberá a promoção da saúde na prevenção da gravidez. Assim, caminhos serão trilhados a amenização da problemática.