Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/05/2019
A gravidez precoce e contínua emerge de um legado histórico, associada a questão do casamento desde os tempos mais remotos. Hoerdinamente, gestações pré-púberes ainda estão presentes na sociedade contemporânea. Nesse contexto, não há dúvidas de que a premência em debater a vida sexual ativa é um desafio no Brasil, o qual ocorre, devido não só a ausência de diálogo familiar sobre sexo, mas também a classe socioeconômica.
É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar às crianças, aos adolescentes e aos jovens, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à educação, à profissionalização e a convivência familiar, todavia, o corpo social não efetiva esse direito. Consoante Michel Foucault explana com clareza que existem alguns temas que são silenciados na sociedade, com objetivos claros. Logo verifica-se, assim, que diversos casos de fecundidade na adolescência, ocorrem por existir uma clara lacuna na formação familiar, em que os responsáveis não se sentem encarregados para debater e orientar sobre o vigor sexual ativo de seus procedentes. Assim, uma mudança nos valores familiares é fundamental para transpor barreiras criadas pela mesma.
Outrossim, a classe socioeconômica é um grande impasse para a casualidade mor. Tristemente, a existência da desigualdade social é reflexo da normalidade de gestações juvenis. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) as meninas que engravidam na mocidade são, na maioria dos casos, pobres e têm menos escolaridade. Logo, o acesso limitado e menos informações, faz com que essas adolescentes não desenvolvam perspectiva em relação à escolaridade e a futura inserção no mercado de trabalho, restando-lhes o papel como mãe prematuramente.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater esse problema. Cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova, “A semana da prevenção contra gravidez não desejada” junto de palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas de fácil entendimento, sobre a então serenidade do uso correto de métodos contraceptivos, como também ao Ministério das Comunicações promover campanhas por vídeos via redes sociais oficiais sobre a então questão debatida e banners em espaços públicos. Uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador, a fim de que a comunidade escolar, a sociedade geral por conseguinte se conscientizem. Desse modo, a realidade de ausência de debates sobre gravidez na adolescência no Brasil será um alerta para toda a sociedade.