Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 16/05/2019

Desde a pré-história a mulher possuía basicamente a função de cuidar do lar e principalmente procriar, seja aumentando a família ou gerando mais mão de obra, portanto, era imprescindível torna-se mãe previamente. Desse modo, esse tópico de gravidez precoce está em evidência no Brasil, condizendo com a afirmação do cantor Cazuza “o futuro repetindo o passado”, relacionado diretamente com a questão econômica e tem como consequência o alto índice de evasão escolar.

Vale ressaltar, a princípio, que o índice de meninas de 11 a 19 anos com filhos retrata a faceta do Brasil: a desigualdade social. Segundo os estudos do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas) explicita a relação entre a gravidez na adolescência e o ciclo de perpetuação da pobreza, como também a maior quantidade desses casos concentrados em regiões menos favorecidas economicamente. Assim, a diferente concepção de vida desses lugares faz com que reste um único papel social, o de ser mãe.

Ademais, apresenta-se o abandono das escolas pelas adolescentes como efeito relevante da gestação prévia, muitas vezes causado pelo constrangimento. À vista disso, consoante o Ipea (Instituto de Política Econômica Aplicada) 76% das adolescentes que engravidam não estudam. Logo, é muito prejudicial essa taxa, uma vez a mãe possui uma baixa perspectiva de escolaridade e, por conseguinte, compromete o seu futuro, com o mercado de trabalho, e também o da criança.

Diante dos fatos mencionados, portanto, é essencial que o Estado tome providências para amenizar o cenário atual. Desse modo, o Ministério da Saúde deve criar políticas nacionais aplicadas nos SUS (Sistema Único de Saúde) direcionadas para as adolescentes grávidas, tanto no pós-parto como pré-natal, com planejamento reprodutivo, a importância da reinserção escolar e troca de experiência também, como um “grupo de apoio”, direcionados por meio de psicólogos, professores e médicos, em todas as regiões. Assim, tirando a gestação precoce como problema evidente no Brasil e então o futuro não mais sendo espelho do pretérito.