Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/05/2019
No documentário “Meninas”, quatro jovens cariocas de baixa renda têm suas vidas abaladas por gravidezes precoces que foram frutos de relações afetivo-sexuais com homens mais velhos e durante um ano, elas foram acompanhadas e diversos desafios foram mostrados, como, por exemplo, a necessidade de abandonar os estudos para cuidar da gravidez e posteriormente, do bebê. Infelizmente, tal situação de gravidez na juventude é comumente vista por todo o Brasil, seja pela falta de educação sexual, ou pelas costumeiras relações com homens mais velhos.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que a falta de educação sexual é o principal fator para o alto índice de gravidez na adolescência. Segundo o Doutor em educação, Glauberto da S. Quirino, a escola deveria ser o lugar que em teoria, os adolescentes teriam acesso a informações claras e atualizadas sobre a questão da sexualidade. Fora da teoria, o que se observa é que os centros de ensino não conseguem atingir os jovens de maneira efetiva, pois a sexualidade no Brasil só acaba sendo abordada nas aulas de biologia e apenas sobre o viés biológico, sem mostras os riscos e consequências de atos sexuais sem o uso de proteção. Além disso, a expansão da educação sexual nas escolas enfrenta uma forte resistência das famílias brasileiras mais conservadoras, vista que é do imaginário popular, acreditar que esse tipo de educação estimula a sexualidade.
Ademais, o relacionamento com parceiros mais velhos também é um fator primordial para problemática da gravidez na adolescência no Brasil. Segundo dados das Secretarias Estaduais de Saúde. A maioria das mães adolescentes engravida de homens que são em média cinco anos mais velhos. Partindo disso, é válido ressaltar que em relacionamentos em que existe uma grande diferença de idade, muitas vezes existe um comportamento de submissão, além de vergonha e constrangimento em impor o uso de preservativo a seus parceiros mais velhos e experientes, que muitas vezes usam de persuasão e chantagem emocional para conseguir o que querem.
Em suma, são necessárias medidas para amenizar a problemática da gravidez na adolescência no Brasil. Por isso, o Ministério da Educação deve, através de reformas nas diretrizes de ensino, promover uma expansão na educação sexual nas escolas, focando em expor a importância do uso de preservativos e outros métodos contraceptivos, bem como o impacto de uma gravidez na adolescência, para que com isso os jovens passem a saber sobre como pequenas atitudes podem mudar drasticamente as suas vidas. Além disso, as escolas devem oferecer apoio psicológico para as famílias, fomentando que os pais tenham mais contato com os filhos e passem a aconselhá-los em relação á relacionamentos e uso de preservativos e outros métodos anticoncepcionais.