Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 18/05/2019

No idealismo religioso, somos ensinados a viver cada fase da nossa vida no seu devido tempo. Entretanto, vemos que a realidade no Brasil é totalmente diferente do que a teoria propõe. Presenciamos todos os dias de uma forma epidêmica, meninas tornado-se mães cada vez mais cedo, sendo que, a maioria, solteira. Fatores como: Baixa escolaridade, desestrutura familiar, bem como a erotização precoce, têm culminado a tal proporção de torna-se questão de saúde pública.

A educação e uma boa estrutura familiar é fundamental para o desenvolvimento de uma criança. Porém, quando se vive em um ambiente com pais divorciados, longe da escola e exposto a todo tipo de influência oferecida pela mídia, a tendência é que a gravidez precoce aconteça cada vez mais. Contudo, ausência de orientação sexual nas escolas, contribui para o agravamento desses fatores, visto que, a sociedade brasileira por ser muito conservadora, trata o sexo como tabu, desprezando a importância de tratar acerca desse assunto com seus filhos adolescentes.

Outrossim, vale ressaltar a erotização prévia, que se vê em larga escala na mídia, principalmente nos conteúdos voltados para o público adolescente. Novelas, séries e músicas, bombardeiam os jovens com expressões que fazem apologia ao início da vida sexual prematura, influenciando-o. Devemos levar também em consideração, que esses fatores afetam principalmente as populações mais vulneráveis e que vivem em regiões com maior índice de desigualdade social.

Portanto, observa-se a importância do Ministério da Saúde criar uma secretaria de combate à gravidez na adolescência; promovendo políticas públicas através de palestras, capacitação dos professores para educação sexual nas escolas, pontos de entrega de camisinhas e orientação sobre o uso do anticoncepcional além dos postos de saúde, e uma maior fiscalização sobre os conteúdos que a mídia fornece aos jovens, a afim de prevenir que mais casos ocorram, melhorando em consequência o idh das populações mais pobres.