Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 22/05/2019

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde, revelam que ouve uma queda no número de nascimentos a cada mil adolescentes no Brasil, de 83,6 em 1995 para 68,4 em 2015. Porém, mesmo com essa queda, esse números ainda são altos, mostrando a necessidade de combater a gravidez precoce , visto que ela trás muitos problemas para as jovens. Nesse contexto, não há duvidas, que a gravidez na adolescência é uma problema no Brasil, o qual ocorre, lamentavelmente, não só pela falta de discussão nas escolas, mas também pela falta de conversa dos pais.

Em primeiro lugar, a escola tem um papel importante na formação dos jovens, é dever dela ensiná-los sobre os mais diversos assuntos que circundam suas vidas, no intuito de fazer com que eles não cometam grandes erros.Mas, percebe-se que nas salas de aula, apenas as doenças sexuais são tratadas , deixando o assunto da gravidez em segundo plano, formando adolescentes leigos no assunto. Esse tema , muitas vezes, só aparece na escola, quando alguma jovem aparece grávida , e nesse momento já é tarde demais. Dados divulgados pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, revelam que 14,8% das mulheres que se tornaram mães em São Paulo, em 2014, tinham ate 19 anos. Logo , discussões sobre o assunto são necessárias para evitar que esses números perdurem.

Outrossim, a falta de diálogo entre pais e filhos sobre o assunto, apresenta-se como impulsionador do problema. Segundo o sociólogo Zygmunt Baumam, a modernidade líquida é marcada pela liquidez das ideias, onde qualquer ideia pode ser construída , e caso necessário desconstruída.Nesse contexto,o assunto sexo e tudo que o rodeia,apresenta-se ainda como um tabu muito sólido na sociedade, em que pais tem medo de falar sobre ele,por receio de criar um desejo nos jovens,contudo,essa falta de diálogo faz com que os filhos cometam erros por inexperiência,e um deles é engravidar.Isso seria facilmente remediado caso o assunto fosse tratado desde cedo, mostrando aos filhos como se precaver.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Destarte o Ministério da Educação deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por profissionais da saúde, no intuito de debater sobre o tema gravidez na adolescência, fazendo com que os jovens aprendam sobre o assunto e dessa maneira evitem cometer deslizes irreversíveis, assim séria possível combater a desinformação presente nos adolescentes. Ademais, o MEC poderia solicitar que as redes televisivas que nas suas novelas, fossem mostrados jovens que tiveram filhos, expondo todo os problemas que os pais precoces enfrentam, desse modo pais perceberiam a necessidade de dialogar com seus filhos. A união desses pontos fariam com esse problema fosse aos poucos solucionado, e os números altos como os divulgados pela OMS,  fossem apenas dados de um passado de desinformação.