Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/05/2019
Em gerações anteriores era comum que as mulheres casassem muito novas, consequentemente tinham seus primeiros filhos cedo. Com o passar dos anos, essa cultura foi ultrapassada, porém, o número de adolescentes que engravidam no Brasil ainda é preocupante. Nesse contexto, deve-se analisar os desafios que o país encontra para evitar esse problema.
É perceptível que a educação sexual nas escolas é negligenciada. Isso decorre do modelo pedagógico arcaico-conservador, que torna o assunto um tabu. Isso acontece principalmente no ensino público, onde os professores não são direcionados e preparados para lidar com tais questões. Cumpre enaltecer que as famílias, em sua maioria, não dão a devida atenção ao assunto, muitas vezes por vergonha ou por também ter esse caráter conservador. Por consequência, os adolescentes não possuem instrução adequada. Consoante a isso, a série “Sex Education” representa de forma assídua essa realidade, mostrando alunos do ensino médio com várias dúvidas sobre seu corpo e sexualidade, mas que não possuem apoio, portanto, sua única forma de informação são os seus próprios amigos. Além disso, nota-se, ainda, um grande número de tentativas de aborto entre essas jovens. Isso acontece devido ao fato de que, além de serem menores de idade, são majoritariamente de baixa renda e muitas não recebem apoio do pai da criança. Sendo assim, é vidente o medo ao encontrarem-se sem assistência, existindo ainda a possibilidade da família não aceitar ou de serem levadas a abandonar os estudos. O resultado disso é que cada vez mais adolescentes optam pelo aborto, o que, além de ilegal, coloca em risco a saúde dessas meninas, que realizam o procedimento em locais inadequados.
Torna-se evidente, portanto, que a gravidez na adolescência é um problema que merece mais atenção por parte das autoridades. Em razão disso, o Ministério da Educação deve tornar obrigatória a educação sexual nas escolas, fazendo parcerias com o Ministério da Saúde para que também realizem palestras e dinâmicas educacionais com os alunos, com a finalidade de discutir com os alunos e alertar sobre os perigos e consequências de uma relação desprotegida. Dessa forma, os jovens terão mais consciência sobre o assunto, evitando tal problema.