Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/05/2019
Os avanços legislativos referentes ao papel da mulher atual propiciaram uma maior autonomia desta e, por conseguinte, uma influência na questão da maternidade, pelo seu hodierno desestímulo devido à ampliação no campo de atuação feminino. Em outro plano, há uma elevação na ocorrência da gravidez precoce no Brasil, o que repercute no aumento da evasão escolar e na má formação do menor, ou seja, malefícios para os jovens envolvidos.
Em consonância ao exposto, a gravidez na adolescência e a rotina escolar são realidades difíceis de conciliação. Essa premissa se baseia na interrupção dos estudos por uma maternidade não planejada, fator que dificulta a formação educacional dos pais pelas novas responsabilidades, cenário alarmante na população brasileira, visto que a gravidez entre jovens no país é acima da média latino-americana, segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2018. Nesse panorama, esses adolescentes carecem de uma formação profissional qualificada e, assim, possuem maiores obstáculos para inserção no mercado de trabalho e ascensão social.
Ademais, a formação moral do infante, por vezes, é prejudicada pela imaturidade dos responsáveis. Tal assertiva, é verificada pela inexperiência que permeia uma gravidez precoce, haja vista a negligência com a saúde do menor e com o desenvolvimento familiar deste, já que, em muitos casos, os pais não possuem uma orientação no seu crescimento por um histórico na família de maternidades na adolescência ou desunião entre parentes, contextos que interferem na conduta do jovem. Esse quadro corresponde ao pensamento do sociólogo Talcott Parsons ao afirmar que " As famílias são fábricas que produzem personalidades humanas", isto é, a educação familiar afeta diretamente nas ações do menor.
Nessa perspectiva, é necessária a adoção de medidas para reduzir a gravidez entre jovens. Para tanto, as instituições de ensino devem trabalhar desde a base preceitos morais, mediante atividades lúdicas e associadas a órgãos locais de saúde, a fim de instruir os alunos sobre a temática sexual e a importânciado estudo para ascensão própria. Já a família deve garantir uma transmissão de valores conscientizadores, por meio do diálogo familiar e orientação do menor, com o intuito de combater a persistência dessa atitude irresponsável. Logo, a gravidez precoce será, gradualmente, de acordo com a sociedade e a mulher contemporânea.