Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 29/05/2019

A gravidez na adolescência é um problema multidimensional causado por vários fatores, e sem dúvidas, ela irá trazer repercussões em diversos âmbitos no que tange o desenvolvimento do juvenil. Podendo ser no campo social, educacional e saúde. Não apenas, os índices ao longo dos anos está em ascendência, ratificando assim a ausência de comprometimento das políticas públicas e orientação sexual.

Segundo a Organização das nações unidas, a ONU, a taxa no Brasil de gestações precoces é de 62 para cada grupo de mil jovens do sexo feminino na faixa etária entre 15 e 19 anos, à medida que os números brasileiros estão acima da média latino-americana estimada em 65,5 dessa forma, ultrapassando a média mundial que é de 46 nascimentos a cada mil.

Por conseguinte, a falta de orientação sexual e ciclos de pobreza, são alguns dos fatores  que corroboram para que se tenha essa elevação nos nascimentos. Além disso, a inexistência de educação sexual, por parte da família e instituição escolar, é um forte indicador para esse aumento, uma vez que no ato sexual a maioria das garotas não se previnem. Não somente, vale ressaltar que segundo dados do IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: 76% das adolescentes que engravidam abandonam a escola e 58% não trabalham.

Em vista dos fatos supracitados, a situação hodierna está fora de controle. Portanto é mister uma intervenção do Ministério da Educação e Ministério da Saúde, promover campanhas e engajamento com os jovens do país, com palestras e aulas práticas de orientação sexual, como também incentivar os pais a dialogarem com seus filhos sobre o assunto, de forma que possam continuar tendo uma vida sexual ativa, contudo, de maneira segura e confortável , com a finalidade de decrescer esse percentual.