Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/10/2019
Na Grécia Antiga era comum que as jovens engravidassem na sua adolescência, uma vez que a mortalidade era demasiada e poucas crianças sobreviviam. Analogicamente, o Brasil tem enfrentado a gravidez precoce das jovens, porém por motivos diferentes. Nesse sentido, a falta de informação implica diretamente para a ocorrência desse acontecimento. Percebe-se, então, a necessidade de colocá-lo em evidência para dissipá-lo.
Em primeiro lugar, é importante frisar que a gestação na adolescência é uma questão complexa. Por conseguinte, existe um bloqueio por parte da família das jovens, que não conseguem educar suas filhas sobre o sexo. Isso decorre porque vive-se, ainda hoje, numa sociedade com valores patriarcais, na qual o ato sexual é tido como um assunto que não deve ser falado. Nessa perspectiva, a educação sexual fica na responsabilidade das escolas, as quais não cumprem, também, o seu papel de educá-los para esse viés. Esses acontecimentos tendem a virar um ciclo vicioso, no qual as garotas engravidam e precisam abandonar os seus estudos, sendo um dos motivos mais pertinentes para a evasão escolar.
Outrossim, vale salientar que a gestação precoce ocasiona grandes adversidades na vida das adolescentes. Sequencialmente, é mais frequente em meninas de classe baixa ou média por não possuírem tal ensinamento de se prevenirem. Com isso, na maioria dos casos, dependem única e exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), que não consegue corresponder toda a demanda, embora esteja assegurado na Constituição Federal de 1988, a qual afirma que saúde é direito de todo cidadão. Assim, a morte das jovens nos partos torna-se constante, colocando o Brasil em segundo lugar no ranking dos países que têm taxas altas de mortes na hora da mulher conceber a criança, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Fica evidente, portanto, que para mudar a situação da gravidez na juventude brasileira é preciso modificar a realidade. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas, investirem na educação sexual dos alunos, por meio de uma disciplina obrigatória sobre esse assunto, nas instituições de ensino. Tal disciplina deve orientar os jovens a se prevenir, mostrando as consequências que uma gestação antecipada pode causar, a fim de combater tal revés e formar adolescentes conscientes dos seus atos. Só então será possível possuir uma sociedade antagônica a da Grécia Antiga.