Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 04/06/2019

O filme “Juno” retrata a experiência de uma jovem de 16 anos a qual enfrenta dificuldades sociais, psicológicas e físicas devido uma gravidez precoce e indesejada. Paralelo ao que é retratado na ficção estadunidense, encontra-se jovens do hodierno cenário brasileiro, já que a gravidez na adolescência é um fato evidente.Dessa forma, faz-se relevante analisar como a falta de diálogos na família e a naturalização da circunstância contribui para essa funesta situação.

Em primeiro lugar, a ausência de conversas intra-familiares colabora para a manutenção da problemática. Nesse sentido, o médico e escritor Augusto Cury, afirma que o diálogo doméstico é essencial para as deliberações do ser. Todavia, os núcleos familiares, em sua maioria, estão em oposição a tal pensamento, pois, ainda existe uma censura ao falar sobre o sexo e alguns pais possuem a convicção errônea de que informar os filhos sobre o cuidado com a vida sexual e a contracepção pode encorajá-los a tornarem-se sexualmente ativos. Em virtude disso, os adolescentes desinformados estão sujeitos ao sexo  inseguro e possíveis doenças sexualmente transmissíveis.

Em segundo lugar, a aceitação do meio onde muitas moças estão inseridas é outro fator que corrobora para essa conjuntura. Nesse viés, em algumas regiões, principalmente as periféricas, a gravidez de adolescentes de 14,15 e 16 anos é um episódio comum. Nesse contexto, conforme o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), na Ilha de Marajó (PA), 1 a cada 3 crianças é filha de adolescente. Sendo assim, como isso é uma realidade recorrente, outras jovens seguem as mesmas condições. Por consequência, elas tem dificuldades para concluírem os estudos, conseguir um emprego e criar os filhos.

Fica claro, portanto, que é necessário combater a gravidez na adolescência de modo pressuroso. Em razão disso, cabe a família acompanhar a vida do pubescente, por meio de conversação, orientações e além de levar as jovens em profissionais da área- como ginecologistas- para assim, evitar dilemas que venham interferir no futuro e na saúde do indivíduo. Ademais, concerne ao MEC em conjunto com o Ministério da Saúde , promover a conscientização sobre o assunto, por intermédio de palestras e campanhas educativas nas escolas para alunos,pais e professores. Dessa maneira, é possível ter uma nação com púberes mais seguros e saudáveis.