Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/06/2019
A Organização Mundial da Saúde afirma que, a cada mil adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 ficaram grávidas e tiveram seus bebês. Nesse contexto, não há dúvidas de que a gravidez na adolescência é um desafio para o Brasil, infelizmente, devido não só a negligência governamental, mas também ao Tabu da sociedade sobre o assunto sexualidade.
Inicialmente, observa-se que preocupações associadas à gravidez na adolescência não apenas existem como vem crescendo a cada dia. Por conta disso, é preciso buscar as causas dessa questão, entre as quais, emerge como mais recorrente a constante ausência de políticas públicas de saúde destinadas aos jovens, principalmente do sexo masculino, isso acontece principalmente em virtude da predominância de pensamentos enraizados que definem uma gravidez não planejada como responsabilidade da mulher, assim, nota-se que mais de 90% dos métodos contraceptivos são de uso do sexo feminino e que, nesse contexto cultural, são comuns os casos de abandono paterno e de preconceito contra a jovem mãe.
Outrossim, está relacionado às consequências geradas por esse contexto. Como efeito negativo dessa problemática está à soma de dificuldades enfrentadas tanto pela mãe como pela criança. Tal situação ocorre devido ao perfil das adolescentes grávidas que, em sua maioria, é composto por jovens em vulnerabilidade social. Elas se deparam com a falta de apoio familiar e também com a ausência de vagas em creches, auxílios que são fundamentais para as jovens mães continuarem seus estudos e assim conquistarem um futuro econômico melhor. Exemplos disso podem ser encontrados nas informações divulgadas pela mídia em geral. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, 80% das adolescentes que engravidam abandonam os seus estudos.
Dessa forma, nota-se que a maior preocupação em relação à gravidez na adolescência está relacionada à qualidade de vida do nascituro. Pensando nesse tópico, o Ministério da Saúde poderia criar serviços pós-natais, a exemplo dos já oferecidos pré-natais. Nesse sentido, após o nascimento de cada bebê e ainda na maternidade, as famílias seriam acompanhadas com oferta de cursos que envolvam cuidado com o bebê e o planejamento familiar. Ademais, na tentativa de suprir a ausência do diálogo familiar e prevenir a gravidez na adolescência, o Governo também poderia disponibilizar um aplicativo próprio de login anonimato, direcionado aos jovens, que traz questões ligadas ao sexo, tais como métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis. Portanto, é evidente a necessidade de intervir efetivamente na gravidez na adolescência.