Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 08/07/2019

De um lado, uma juventude cheia de sonhos, aspirações, com padrões e traços adolescentes. Do outro, uma inversão cronológica na ordem dos papéis, a transformar algumas jovens em adultas precocemente. Essa é a realidade acometida a determinadas garotas que por algum motivo, tiveram sua adolescência roubada por conta da responsabilidade de uma gravidez precoce. Dessa forma, cabe analisar as causas, consequências e as possíveis soluções para o impasse.

Mormente, sabe-se que os indicadores sociais influenciam e apontam enormes discrepâncias sobre a problemática. A priori, a seguir o critério de divisão de classes, tem-se que aquelas condicionadas pela pobreza são as que mais são afetadas com o imbróglio em questão. Como consequência disso, cria-se um ciclo de famílias desestruturadas em estabilidade tanto financeira quanto emocional para a criança gerada além de, em muitos casos, a problemática ser propiciada por meio de chagas sociais, como o estupro e o casamento arranjado com menores por conta de melhorias financeiras.

Outrossim, de acordo com Kant: “O seu humano é aquilo que a educação faz dele”. Com isso, a trazer sua reflexão para a temática apresentada, é notável que um fator extremamente relevante para a incidência da questão discutida seja a falta de educação sexual, tanto no ambiente familiar, como nas escolas. Isso se deve por conta de que em vez de tratá-la de forma naturalizada, a mesma ainda segue a ser considerada como um grande tabu devido a base conservadora em que foi erguida a sociedade. Assim, com a falta desse pilar básico, torna-se difícil corroborar para a atenuação do quesito.

Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar a questão. Logo, cabe ao Estado junto com o Ministério da Educação criar capacitações por todo território nacional com pedagogos e demais profissionais da educação, pautadas no ensino da educação sexual e de que forma seria a mais adequada para ser tratada com alunos em fase da puberdade/adolescência, com o fito de propiciar reflexão sobre o assunto e alertá-los sobre as possíveis consequências do não uso de preservativos, como também saberem identificar uma suposta situação de violação sexual, além de que também o Estado em parceria com o Ministério da Saúde poderiam gerar e levar campanhas de prevenção sobre o problema pra áreas com pouco acesso a informações, a fim de melhorar a qualidade de vida da população jovem e amenizar o imbróglio nessas regiões. A partir dessa conjuntura, será possível minimizar a problemática e trazer de volta a luz da juventude para as jovens do futuro.