Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/06/2019
Jean Jacques Rousseau, personagem ilustre do iluminismo na França, foi um cônjuge tirano e um genitor ausente ao, respectivamente, tratar a sua mulher, de baixa classe social, como inferior e doar os seus cinco filhos para adoção. Infelizmente, exemplos como esse são refletidos no Brasil, quando jovens menores de idade engravidam e não recebem considerações do progenitor. No século XXI, a ignoração dos meios contraceptivos e a desigualdade social ainda são óbices na adolescência.
Primordialmente, muitas práticas sexuais na juventude vem sendo atribuídas a meios não eficazes de prevenir a gestação, assim como a inutilização de preservativos e o uso de produtos não regulamentados pelo Ministério da Saúde. Conforme a Dra. Philippa Gordon, as adolescentes podem ficar grávidas muito facilmente e a partir de poucos atos sexuais. À vista disso, percebe-se que as relações sem proteção entre os jovens, podem gerar resultados imprevistos aos próprios e esperáveis pela ciência.
Ademais, outro fator que está favorecendo as gestações na adolescência é o desinteresse na educação por parte dos estudantes, gerando uma desigualdade social entre os indivíduos. Para as classes mais altas da sociedade, os alunos desde a infância possuem uma didática de qualidade que permite-os criar esperanças sobre o seu futuro. De maneira análoga, já nas classes mais baixas, isso não acontece e, os mesmos, na maioria das vezes, não reconhecem o verdadeiro valor da educação.
Em virtude dos fatos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para resolver a situação. O Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Educação, deve idealizar campanhas em escolas de incentivo aos contraceptivos, promovendo esclarecimentos sobre o uso e os perigos, principalmente, aos jovens das classes sociais baixas. Dessa forma, será possível garantir uma conscientização que, de fato, irá reduzir as gestações na adolescência e favorecer a educação. Só então constituiremos uma sociedade mais igualitária e justa nos direitos civis.