Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/06/2019
O Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 14 a 19 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde, superando a média latino-americana, estimada em 65,5. Sendo assim, é evidente o alarmante índice de jovens com gravidez precoce, algo que pode resultar em problemas tanto às mães quanto às crianças. Dessa forma, a falta de medidas escolares que visem a prevenção da gravidez e as desigualdades sociais são algumas das problemáticas que potencializam a gravidez na adolescência.
A priori, é importante enfatizar a falha na educação. Desse modo, de acordo com o Drauzio Varela, um dos maiores motivos que culminam na gravidez na adolescência é a incompetência do sistema educacional vigente, o qual não oferece o suporte necessário para a prevenção da gravidez. Isso posto, ficou evidente como a escola falha no seu papel de informar aos jovens os ricos decorrentes de uma gravidez precoce, devido, principalmente, a velhos tabus ainda presentes no meio acadêmico, os quais postulam que debates e aulas sobre educação sexual fomentará os alunos a entrarem nessa vida cada vez mais cedo, estigma este que dificulta a mitigação dos casos de gravidez na adolescência.
Outrossim, as desigualdades sociais se enquadram como outro dilema. Assim sendo, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as meninas que engravidam na adolescência são, na maioria dos casos, pobres e têm menos escolaridade. À vista disso, é notório como as disparidades sociais afetam diretamente nos índices de gravidez na adolescência, devido ao fato de que adolescentes com baixa renda e pouca escolaridade se tornam mais suscetíveis a engravidarem ainda jovens, em virtude da falta de suporte, pouca informação, condição de vida precária, dentre outros.
Portanto, ficou claro como a gravidez na adolescência ainda é um problema no Brasil. Logo, faz-se necessário que a Escola, com o auxílio de Organizações Não Governamentais, crie medidas com o intuito de informar os alunos de uma maneira mais ampla e direta acerca dos riscos de uma gestação precoce, com aulas e debates sobre esse tema, a fim de alertar os jovens e, com isso, diminuir os índices de gravidez na adolescência. Ademais, também é importante que o Estado elabore mecanismos que possibilitem aos adolescentes menos abastados meios de evitar a gravidez, por meio da disponibilização de métodos contraceptivos e campanhas em regiões mais carentes, a fim de mitigar os impactos das desigualdades sociais nesse aspecto. Assim, os casos de gravidez na adolescência reduzirão paulatinamente.