Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 05/08/2019

Rosie, personagem do livro Simplesmente Acontece, é uma adolescente de 17 anos que faz planos para formar-se e ir para a faculdade, entretanto, ela engravida e é obrigada a cancelar seus planos para cuidar da filha. Não muito longe da ficção, adolescentes tornam-se mães cada vez mais cedo,  desistindo da educação e enfrentando, ao mesmo tempo, o risco de morte tanto para a elas, quanto para o bebê, tornando-se caso de saúde pública.

Em primeira análise, a gravidez precoce é mais frequente entre mulheres de grupos de maior vulnerabilidade educacional, ou seja, em locais que possuem a educação mais precária. De acordo com o Estudo da Fundação Abrinq, 35% das jovens brasileiras abandonaram a escola por tornarem-se  mães na adolescência, transformando-se na terceira maior causa de evasão escolar. No Brasil, estima-se que a cada mil meninas de 15 a 19 anos, 68,4 são mães, conforme o Relatório Para a Diminuição de Gravidez na Adolescência. Somente em São Paulo, em 2014, foram 3.464 grávidas com menos de 15 anos, segundo a fundação SEADE.

Outro fator que desrespeito é a saúde da mãe e da criança. A gravidez  precoce afeta tanto a vida do bebê, tendo risco de morte ou o desenvolvimento de alguma anomalia, como onfalocele, ou seja, nascimento do intestino fora do abdômen, quanto para a mãe, que também corre risco de morte, sendo a mortalidade materna uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 24 anos.

Portanto, torna-se evidente que a gravidez na adolescência é um maleficio às jovens brasileiras, por isso, é necessário que o Ministério da Educação, implemente a educação sexual nas escolas para levar informações sobre meios contraceptivos, por exemplo, diminuindo o número de gravidez. Além disso, que o Ministério da Saúde, como principal órgão público, invista em atendimento pré-natal adequado para prevenir anomalias e ajuda psicológica para apoiar o retorno da jovem a escola após o parto. Por fim, que a mídia, por meio de propagandas, incentive o apoio da família às jovens para que possam continuar com seus planos.