Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/06/2019

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a OMS, saúde é o completo bem-estar físico mental, biológico e social. Entretanto, esse estado de vida tem se tornado mais distante do público feminino adolescente, já que, de acordo com o relatório publicado pela OMS, o índice de gravidez precoce ultrapassa os 60 nascimentos a cada mil meninas. Dessa forma, considerando a urgência dessa problemática, são necessárias medidas para diminuir essa taxa preocupante.

Nesse contexto, deve-se pontuar de início, que a falta de políticas públicas específicas para esse grupo, aumentar a permanência desse desafio. Sob esse enredo, deve-se considerar a precariedade do Sistema Único de Saúde, o SUS, que, por não oferecer um tratamento equânime, analisa a gravidez precoce somente do âmbito biológico – classificando-a como de risco – e desconsidera os fatores sociais, econômicos e psicológicos que a mulher nessa situação enfrenta. Desse modo, caso não sejam criadas medidas para minorar essa situação, abrir-se-ão portas para um ambiente caótico.

Vale ressaltar, também, que o preconceito e o tabu são muito grandes quando se aborda saúde sexual na adolescência. Nesse sentido, soma-se à falta de ações sociais supracitada, o suporte – praticamente inexistente – das instituições de ensino, que se privam de suas funções e pouco desenvolvem atividades pedagógicas no que tange à educação sexual, fragilizando a adolescência e meninas e meninos. Assim, as faltas cometidas por esses atores sociais contribuem para prolongar essa problemática, corroborando o aumento e manutenção de tantas iniquidades.

É tácito, portanto, que muitos são os desafios para combater a gravidez na adolescência e promover a qualidade de vida entre os jovens. Dessa maneira, é importante que o Governo, por meio do Ministério da Saúde, cumprindo o estabelecido na Lei 8.080, incentive seus profissionais, principalmente os que atuam no nível da atenção básica, como os agentes comunitários de saúde, a oferecer oficinas nas escolas, para orientar os adolescentes quanto a saúde sexual e as consequências de sua vivencia precoce, prevenindo, não só a gravidez na adolescência, mas também, quaisquer outros problemas. Desse modo, tomadas as devidas ações, poder-se-á garantir o bem-estar, preconizado pela OMS, aos adolescentes brasileiros.