Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/06/2019

Em 1990, foi criada a lei de n. 8.069, para instituir a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. No entanto, o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes, de 15 a 19 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde, considerando, assim, acima da média. Em razão disso, deve-se analisar as origens do porquê o Brasil é considerado acima da média na problemática em questão.

A omissão familiar está entre as principais causas do alto índice de gravidez precoce no Brasil. Segundo o filósofo grego Pitágoras, é preciso educar as crianças, para que não seja necessário punir os adultos. Ou seja, a família deve discutir e orientar seus filhos com relação às dúvidas, angustias, tabus e preconceitos frequentes nessa etapa da vida. Com base nos resultados da pesquisa feita pela Bayer, 41% dos jovens brasileiros não conversam sobre educação sexual com seus pais. Em decorrência dessa omissão, os pais ficam distantes de assuntos importantes, como esse, para debater com os filhos.

De outra parte, a falta de informação é, também, de um grande desafio do problema vigente. A adolescência, idade compreendida pela Ciências da Saúde, entre 10 e 19 anos, é uma fase de várias descobertas. O pico nos níveis hormonais, por exemplo, pode levar ao início da vida sexual, que pode acontecer de forma desprotegida. Com efeito, observa-se a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, além da gravidez indesejada nessa faixa etária.

Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar os casos de gravidez na adolescência. Em primeiro lugar, o Estatuto da Criança e do Adolescente deve, a fim de buscar a compreensão, disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que mostrem aos pais as consequências que a omissão deles na educação dos filhos pode causar. Outrossim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve realizar debates e palestras dirigidas por médicos nas escolas, a fim de desconstruir a falta de informação e tirar dúvidas dos jovens. Desse modo, a lei de prevenção da gravidez na adolescência terá eficácia e o impasse deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.