Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 24/06/2019

Por muito tempo se acreditava que haveria uma superpopulação em nosso planeta, acarretando em escassez de comida, água e gerando mais problemas sociais e econômicos, contudo, atualmente essa preocupação já não é um fator preponderante, pois estudos comprovam que tais taxas diminuíram de forma abrupta nos últimos anos. Porém, existe outro fator que causa consequências e preocupações semelhantes, que apresentam elevados números que saltam aos nossos olhos: a gravidez na adolescência.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil tem a maior taxa de gravidez entre crianças e adolescentes no mundo, mesmo apresentando uma diminuição desse número, nossa nação fica muito aquém perante a outros países, essa estatística serve de alerta visto que as consequências vão além de mais um nascimento, os resultados podem ir de doenças graves (como elevação da pressão arterial, ocorrência de crises convulsivas e depressões) até levar a morte da jovem mãe e do bebê.

Mesmo que não haja um detrimento físico, o impacto econômico e social na vida da família é algo que é posto negativamente na balança, já que conforme a Sociedade Brasileira de Pediatria, meninas de zonas mais carentes têm 5 vezes mais chances de ter gravidez precoce do que as que possuem melhores condições financeiras, contribuindo para um número ainda mais inquietante: 20% dos óbitos entre jovens de 10 a 19 anos do sexo feminino em território nacional está relacionado diretamente com a gestação.

Dessa maneira, vincular desigualdade social e a gravidez precoce é quase obrigatório, a desinformação ainda é um fator chave visto que as famílias mais pobres são as principais a serem acometidas. Políticas públicas não estão apresentando um resultado satisfatório e ainda há um certo preconceito quanto a educação sexual nas escolas e dentro do lar.

Desse modo é necessário estreitar as informações e os métodos contraceptivos para os jovens e quais são suas responsabilidades e consequências. Informar não é estimular, informar é prevenir e essa é a filosofia a ser repassada para as escolas, instituições e as próprias famílias através de uma conscientização  de órgãos públicos locais ou até mesmo nacionais, tendo em vista que essas devem passar por uma reformulação de estratégia interna, afim de levar essa comunicação para uma gama mais diversa da sociedade, no foco aos mais carentes. Logo, como resultado, veremos um impacto positivo nas estáticas de mortalidade e econômico de um setor desfavorecido  e uma juventude mais saudável e consciente quanto suas responsabilidades.