Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/06/2019
A segunda metade do século XX foi marcada pela ascensão do movimento feminista, que, por buscar a emancipação da mulher, também objetivou a liberdade sexual da mesma, o que promoveu a criação de métodos contraceptivos. Entretanto, mesmo com esses avanços, os índices de gravidez na adolescência no Brasil vem crescendo de maneira significativa, o que mostra que mudanças ainda são necessárias. Nesse contexto, deve-se analisar como a educação básica deficitária e a passividade governamental intensificam a problemática em questão.
Em primeira análise, observa-se que, de acordo com Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Analogamente, tal pensamento é atrelado ao modelo pedagógico vigente, que, por não ensinar de maneira efetiva sobre o uso de métodos contraceptivos, faz com que muitas adolescentes se tornem mães cada vez mais precocemente.
Ademais, nota-se que na obra “modernidade líquida”, de Zygmunt Bauman, é demonstrado que algumas instituições sociais, como o Estado, perderam sua função social, mas conservaram sua forma e se configuraram como “instituições zumbis”. Tal metáfora mostra que algumas entidades estatais, como o Ministério da Saúde, perderam seu papel e acabam não investindo em políticas públicas de educação sexual, o que faz com que muitas adolescentes não saibam que é obrigação deste assegurar o acesso a métodos contraceptivos, tornando a gravidez precoce uma realidade cada vez mais presente no Brasil.
Torna-se evidente que medidas intervencionistas são necessárias para que tal problemática seja resolvida. Portanto, o Ministério da Educação deverá promover palestras nas instituições de ensino, com a participação de agentes de saúde, a respeito da educação sexual, reforçando o incentivo ao uso de métodos contraceptivos, a fim de que, por meio da informação de maneira efetiva, os índices de gravidez no período da adolescência diminua.