Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/06/2019
No filme americano “Juno”, a primeira experiência sexual de uma jovem acaba resultando em uma gravidez. De maneira análoga, fora da ficção, tal quadro faz-se uma realidade a inúmeros adolescentes no Brasil hodierno, de modo a fomentar, entre muitas problemáticas, a evasão escolar graças à nova responsabilidade. Com isso, fica claro o impasse, seja pela insuficiência estatal, seja pela mentalidade cívica.
Decerto, o país possui grandes problemas. Nesse ínterim, a gestação precoce mostra-se manifesta, vista a carência de um base de educação sexual dos jovens, o que acaba gerando um cenário numérico de gravidez de adolescentes semelhante ao de nações nas quais o casamento infante é permitido, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, nota-se o rompimento das gestões públicas com a óptica de Thomas Hobbes, a qual pontua o Estado como responsável pela harmonia coletiva, pois, apesar do conflito, há a falta de políticas efetivas.
Outrossim, vale ressaltar a visão social como notória impulsionadora do problemas. Nesse sentido, o posicionamento omisso dos responsáveis é claro, dado que, em grande parte, tratam o tema sexual como um tabu e privam o adolescente de um maior direcionamento. Dessa forma, a inércia de Newton, que pontua a necessidade de uma força externa para alterar o estado de um corpo, é atuante, porque, sem a ação ativa de combate e educação, o cenário é mantido.
Infere-se, portanto, urgência de medidas que revertam a conjuntura. Nesse caso, cabe ao Ministério da Educação a disponibilização de educação sexual por meio de uma grade curricular com debates abertos, a fim de atenuar a inobservância governamental. Ademais, compete às associações comunitárias, aliadas às famílias, a abertura do diálogo acerca do sexo com o uso de projetos lúdicos, como amostras fotográficas, para desconstruir a lógica atual. Destarte, a realidade da nação não será análoga a do filme “Juno”.